troca de poemas

entrei em uma corrente: TROCA DE POEMAS, recebi alguns, coloquei-os em uma pasta e acrescentei outros, ainda estou recebendo, por enquanto segue esta remessa para deleite nosso:
TROCA DE POEMAS – CORRENTE VIA DAGMAR

mariney pereira
Caro Ronald,

Divido com você esse poema que marcou muito!
Um abraço,

Mariney

(Poema do Amigo Aprendiz)

Quero ser o teu amigo.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso: é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo de acertar nossas distâncias

Fernando Pessoa

Raquel Bambirra
Caro amigo,

Tive a honra de ficar incumbida de te mandar um poema. Vou de Drummond de Andrade, claro! E espero que goste.

Grande abraço,
Raquel.

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

João Xavier e Bedran
Para
ronaldclaver@yahoo.com.br
Mar 20 em 1:33 PM
Epigrama nº 3
Mutilados jardins e primaveras abolidas
abriram seus miraculosos ramos
no cristal em que pousa a minha mão.

(Prodigioso perfume!)

Recompuseram-se tempos, formas, cores, vidas…

Ah! mundo vegetal, nós, humanos, choramos
só da incerteza da ressureição.

©CECíLIA MEIRELES
In Viagem, 1939

Carolina Lima
Para
ronaldclaver@yahoo.com.br
Mar 20 em 11:34 AM
Bom dia!!!!

Cecília Meireles

Ou Isto ou Aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Irlene Maria Rodrigues
Para
ronaldclaver@yahoo.com.br
Mar 19 em 11:33 PM
Poética
Rio de Janeiro , 1954
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
— Meu tempo é quando.

Nova York, 1950

Cleo Aguiar
Para
ronaldclaver@yahoo.com.br

EROS E PSIQUÉ
FERNANDO PESSOA

CONTA A LENTA QUE DORMIA
UMA PRINCESA ENCANTADA
A QUEM SÓ DESPERTARIA
O INFANTE QUE VIRIA
DE ALÉM DO MURO DA ESTRADA.

ELE TINHA QUE TENTADO
VENCER O MAL E O BEM
E ANTES QUE JÁ LIBERTADO
DEIXASSE O CAMINHO ERRADO
PELO QUE A PRINCESA VEM.

A PRINCESA ADORMECIDA ESPERA,
DORMINDO SE ESPERA
SONHA EM MORTE A SUA VIDA
E ORNA-LHE A FRONTE ESQUECIDA
VERDE UMA GRINALDA DE HERA.

LONGE O INFANTE ESFORÇADO,
SEM SABER QUE INTUITO TEM
ROMPE O CAMINHO FADADO
ELE DELA É IGNORADO
ELA PARA ELE É NINGUÉM.

MAS SE BEM QUE SEJA OBSCURO,
TUDO PELA ESTRADA AFORA
E FALSO, ELE VEM SEGURO
E ROMPENDO ESTRADAS E MUROS
CHEGA ONDE EM SONO ELA MORA.

E INDA TONTO DO HOUVERA,
A CABEÇA EM MARESIA
ERGUE A MÃO E ENCONTRA HERA
E VÊ QUE ELE MESMO ERA
A PRINCESA QUE DORMIA.

Maria Angela Braga Teixeira
Para
ronaldclaver@yahoo.com.br

BOM DIA VIDA ( Clarice Lispestor)

“Sonhe com o que você quiser.Vá para onde você queira ir.
seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e
nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz”

VALDETE REZENDE VIANA
Para
ronaldclaver@yahoo.com.br
Hoje em 11:13 AM

Olá, bom dia!

É estranho… interessante… divertido… correspondermos com quem não sabemos que está do outro lado. Mas acredito ser uma pessoa legal, pois é amiga de um grande amigo!

Espero que goste!

Como se mede uma pessoa?

Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme para você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.

É pequena para você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: A AMIZADE.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesmo. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições?
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser íntimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.

Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

(Martha Medeiros)

É minha figura favorita!

Heloisa Alves Froede
Para
ronaldclaver@yahoo.com.br
Mar 28 em 10:22 PM
A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito.

Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.

Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.
Manoel de Barros BARROS, M. Retrato Do Artista Quando Coisa. Rio de Janeiro: Editora Record, 1998

Fernanda Faria
Para
ronaldclaver@yahoo.com.br
Mar 31 em 6:27 PM

POEMINHA DO CONTRA

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
Mario Quintana
Fernanda Faria
Para
ronaldclaver@yahoo.com.br
Mar 31 em 6:27 PM

mais fragmentos

Quando não encontrei com Ingrid Bergman em Paris
Em Montmatre, Café Le Pasión, tomava um calvado matinal quando ela chegou. Posso dividir a mesa? Pensei, pode dividir a mesa, meu salário de professor, minha sogra, meu lápis de cor, meu vira lata, meus clips, meu pão dormido. Claro que pode e ofereci a cadeira, continuei. Você não é a Ingrid? Já me falaram que pareço com ela. De onde você vem? Do Café do Rick? Em Casablanca? Isto mesmo. E o Bogart, veio com você? Foi para os esteites. Comecei assobiar As time goes by. Esta é a música de Rick. E Lazlo? Ficou em Portugal. Arrependida de ter deixado o Rick? O Lazlo e a causa precisavam de mim. E agora? Não sei. O que o Rick falou quando você pegou o avião? Você vai se arrepender. Talvez não hoje. Talvez nem amanhã, mas em breve para o resto de seus dias. Já está arrependida? Amor paixão dói. E amor de Lazlo? Maduro. Quero que você me ame como amou e ama Rick. Ela olhou-me de cima embaixo, vocês homens não prestam, todos iguais. Você é a Ingrid? Já fui, tchau e beba por mim outro calvado. Garçonete, mais um calvado para a senhorita. Que senhorita? A que estava aqui agora. Ah, mais um sonhador, era a Ingrid ou Viven Leigh? É pedi a conta e o vento me levou de novo para Belo Horizonte.

mais fragmentos e

Ela não estava com a corda no pescoço, mas foi salva pelo gongo quando o namorado que era da pá virada queria leva-la para onde Judas perdeu as botas, ela bateu o pé e disse

O Pardal Azul tocou companhia. Abri a porta. O Pardal Azul trajava calça azul e uma camisa amarela. Venho dos longes e trago esta mensagem para você.

Fim de tarde, Ouro Preto espreguiça. No Calabouço, o bar e boate da moda, Vinícius e duas louras entre uísques e sodas. Antônio e Pedro na mesa ao lado tomam uma tímida cerveja. Não tiram os olhos do poeta e comentam, será ele mesmo? Claro que é, as louras e o uísque ratificam as suspeitam. Vai lá, desembuche logo, cara. Era Antônio falando. Será? Tenho medo. Ele não morde. Fale de seu livro. É o que mais quero. Vá.
- Vinícius, sou Pedro. Estou terminando o jornalismo e tenho um livro de poemas no prelo.
- Maravilha, rapaz.
- Tem nome a cria?
- Nos trilhos, as trilhas do coração.
- Nome bom.
- O senhor acha?
- Você, meu rapaz. Senhor é o Pai Nosso
- Modo de falar.
- Sabe de uma coisa, rapaz, o primeiro livro de poemas é um tesão.
E não mais disse. A palavra “tesão” ficou como um furacão na cabeça de Pedro.O que ele falou, curioso, Antônio. Tesão. Tesão? Tesão.

Abro a janela, não a janela de madeira ou de vidro, mas a janela da imaginação e o que vejo?…….

: É carnaval Feche os olhos. Vista uma fantasia ou um desejo. Onde você está? Quantos anos você tem? Sonhe e escreva, dispa de qualquer censura, é carnaval.

Quando nasci nenhum anjo torto veio me socorrer. Não me lembro de ter nascido, quando dei por mim usava calças curtas e soltava papagaios. Minha irmã brincava…

Quando viu o menino carregando uma pesada pasta e indo para a Escola e a menina de saia plissada e meias brancas também indo para a Escola ele/ela lembrou um tempo que ficou nos olhos daquele tempo:……

Anoto palavras como cachorro, lua, abacaxi, aliás, biblioteca e penso num texto que começa assim:

fragmentos e apontamentos

Todo início de século e fim de século são pródigos em novidades: Telefone celular, WhatsApp, SURREALISMO, dadaísmo, vanguardas, rebeliões, filosofias, guerras mundiais, inventos, telefone, avião, livro eletrônico, etc. Propomos uma nova escola que terá o nome de Livro de APONTAMENTOS E FRAGMENTOS. Todos os textos terão no máximo três linhas para alívio das florestas e da miopia.

Ex: Sou e já fui. Anotei em meu caderno de esquecimento palavras absurdas e desenhei nuvens e virei um pingo d’água. Quando fecundei a terra, nasceu um árvore que foi cortada para virar

Ou: Na ilha, trilho Quando os olhos perguntam
a trilha o coração responde:

dos olhos seus. Saudade.

oficina – nova escola literária

Segunda aula de FEVEREIRO de 2016 – Apontamentos & Fragmentos – Não escreva em duas linhas, em três bastam – Oficina criada e produzida por ronaldclver –

Notas:
Apontamentos: s.m. Ação ou efeito de apontar.Breve anotação escrita para ajudar a memória.Nota(s) que se registra(m) durante a leitura, como trabalho preliminar para a elaboração de uma obra.Lembrete.Esboço.

Fragmento: s.m. Pedaço de um objeto que foi partido, desfeito.O que resta de uma obra antiga.Parte extraída de um livro, de um discurso.

ABERTURA: CONTINUAR O TEXTO: Quando nasci nenhum anjo torto veio me socorrer. Não me lembro de ter nascido, quando dei por mim usava calças curtas e soltava papagaios. Minha irmã brincava…

ALONGAMENTO 1 – Faça um texto DE NO MÁXIMO TRÊS LINHAS contendo as palavras FRAGMENTO E APONTAMENTO.

ALONGAMENTO 2 – Faça outro texto que caiba em três linhas, (verso ou prosa). O texto deve começar com a palavra QUANDO ou com a expressão ERA UMA VEZ.

REFLETINDO: Todo início de século e fim de século são pródigos em novidades: Telefone celular, WhatsApp, SURREALISMO, dadaísmo, vanguardas, rebeliões, filosofias, guerras mundiais, inventos, telefone, avião, livro eletrônico, etc. Propomos uma nova escola que terá o nome de Livro de APONTAMENTOS E FRAGMENTOS. Todos os textos terão no máximo três linhas para alívio das florestas e da miopia.

Ex: Sou e já fui. Anotei em meu caderno de esquecimento palavras absurdas e desenhei nuvens e virei um pingo d’água. Quando fecundei a terra, nasceu um árvore que foi cortada para virar

Ou: Na ilha, trilho Quando os olhos perguntam
a trilha o coração responde:
dos olhos seus. Saudade.

ALONGAMENTO 3 – Contes as histórias que sugerimos (três textos de três linhas)
1.A moça mudava de cor quando via Adamastor atravessando a rua.
2. A menina ruiva, ao contrário da maioria, amava baratas e ratos.
3. O rapaz cismou que era um avião e pulou do segundo andar.

ALONGAMENTO 4 – Conte uma história contendo o conteúdo do alongamento anterior. Crie um personagem, ou escreva na primeira pessoas, mas sempre em três linhas. Você pode e deve fragmentar o seu texto.Você pode deixá-lo pela metade ou sem o fim final.

ALONGAMENTO 4 – Leia o texto do Olavo Bilac e tente realizar algo parecido. Se quiser, utilize o material confeccionado nesta oficina.

Tercetos

Noite ainda, quando ela me pedia
Entre dois beijos que me fosse embora,
Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:

“Espera ao menos que desponte a aurora!
Tua alcova é cheirosa como um ninho…
E olha que escuridão há lá por fora!

Como queres que eu vá, triste e sozinho,
Casando a treva e o frio de meu peito
Ao frio e à treva que há pelo caminho?!

Ouves? é o vento! é um temporal desfeito!
Não me arrojes à chuva e à tempestade!
Não me exiles do vale do teu leito!

Morrerei de aflição e de saudade…
Espera! até que o dia resplandeça,
Aquece-me com a tua mocidade!

Sobre o teu colo deixa-me a cabeça
Repousar, como há pouco repousava…
Espera um pouco! deixa que amanheça!”

E ela abria-me os braços. E eu ficava.
Olavo Bilac

PARA CASA 1.: Faça um texto fragmentado. Tome como base o nosso cotidiano. Conte o dia-a-dia de alguém ou o seu dia-a-dia. Ou crie um personagem que vai para a rua e registra de modo surrealista o que vê ou o que quer ver.(vale utilizar os outdoors, as propagandas, os papéis que são distribuídos, os grafites, a voz dos ambulantes, etc.Você pode escrever o texto em três linhas ou não.

Para casa 2 – Faça um texto começando com uma situação ou palavra e terminando-o com a situação iniciada ou com a palavra inicial. Ex; Saí cedo de casa, peguei um táxi vermelho de portas amarelas. Fui ao Centro. O Centro dá idéia de uma bola qualquer, uma bola qualquer me lembra das pedras nada preciosas. As pedras que rolam das montanhas e correm os rios. Lembrei-me das pedrinhas que jogava no meio da lagoa de minha cidade. Olhei no relógio, já passava da hora de voltar. Saí em busca de um táxi amarelo com portas vermelhas e rodei o mundo sem parar.

Para ler:

Gregório de Matos : Aos vícios

Aos vícios

Eu sou aquele que os passados anos
Cantei na minha lira maldizente
Torpezas do Brasil, vícios e enganos.

E bem que os descantei bastantemente,
Canto segunda vez na mesma lira
O mesmo assunto em pletro diferente.
.(……………………………… )……

Uma só natureza nos foi dada;
Não criou Deus os naturais diversos;
Um só Adão criou, e esse de nada.

Todos somos ruins, todos perversos,
Só os distingue o vício e a virtude,
De que uns são comensais, outros adversos.

Quem maior a tiver, do que eu ter pude,
Esse só me censure, esse me note,
Calem-se os mais, chitom, e haja saúde.

noturno

a noite com seus olhos de veludo adormece meus sonhos nos seus

VOLTEI

Depois de um hiato(?), volto e volto com poemas reformados de fim de ano:

POEMINHA DE FIM DE ANO – O RITO DA PASSAGEM – ronaldclaver

JANEIRO – Homenagem a JANO, deus do começo na mitologia romana, que tinha duas faces, uma olhando para trás, o PASSADO e outra olhando para frente, o FUTURO.

A CAMA desarrumada é um mar revolto

NA NESGA da janela vislumbra-se um postal da Bahia

O SONHO na mesa do mar é um bar na esquina

NA PAREDE da morada nova duas janelas se abrem
uma para dentro outra para fora

É O VELHO/NOVO amor rejuvenescendo e pedindo
passagem

POEMINHA DE FIM DE ANO – O RITO DA PASSAGEM – ronaldclaver

JANEIRO – Homenagem a JANO, deus do começo na mitologia romana, que tinha duas faces, uma olhando para trás, o PASSADO e outra olhando para frente, o FUTURO.

A CAMA desarrumada é um mar revolto

NA NESGA da janela vislumbra-se um postal da Bahia

O SONHO na mesa do mar é um bar na esquina

NA PAREDE da morada nova duas janelas se abrem
uma para dentro outra para fora

É O VELHO/NOVO amor rejuvenescendo e pedindo
passagem
POEMINHA DE FIM DE ANO – O RITO DA PASSAGEM – ronaldclaver

JANEIRO – Homenagem a JANO, deus do começo na mitologia romana, que tinha duas faces, uma olhando para trás, o PASSADO e outra olhando para frente, o FUTURO.

A CAMA desarrumada é um mar revolto

NA NESGA da janela vislumbra-se um postal da Bahia

O SONHO na mesa do mar é um bar na esquina

NA PAREDE da morada nova duas janelas se abrem
uma para dentro outra para fora

É O VELHO/NOVO amor rejuvenescendo e pedindo
passagem
RECEITA DE ANO NOVO – RONALD CLAVER

NÃO PROMETA NADA
NÃO BRIGUE POR NADA
DEIXA O RIO QUE CORRE
O CORPO CHEGAR AO MAR
SÓ FAÇA O QUE O CORAÇÃO
MANDAR

um texto que mistura alhos e bugalhos:A LUA NOVA está no último degrau da Via Láctea. Um VIOLÃO debaixo da janela de Maria tocava um NOTURNO de Chopin. Do lado de dentro da janela, Maria é toda CARÍCIA e PAIXÃO. A SERENATA pode durar, durar, durar a vida inteira. Maria está feliz. Gosta de AMANHECER para o amor. O amor agora faz CÓCEGAS no coração de Maria,

andançãs

quinta passada, dia 18 – estive na E.M. Aurélio Pires, bairro Liberdade. Participei de um encontro literário. antes participei do clube da leitura, cada aluno lê um livro e depois comenta-o para os outros. é um barato, parabéns às professoras e bibliotecárias. num país onde a leitura é quase um enfeite, esta escola dá sina de vida. afinal, o nosso ex-presidente falava que ler dá azia e se vangloria de nunca ter estudado, mas mesmo assim cobra 800 mil reais por um palestra. tudo é possível.

maio/junho participei como ator de um longa, o filme é um escracho. 5 homens e um pé de alface, ambientado numa clínica de recuperação mental. o filme deve ficar pronto em julho.

nossor, o

NossOr, o

Inapagável

Ronaldclaver – 28/02/14

a primeira vez que tentaram apagar NoSsor, foi em vão ou no vão da página em branco?

Por mais que a borracha Zap 40 Escolar passasse em cima dele, do nome dele
NoSSor
ficava mais nítido,

claro como alvorada

exuberante como nascer do sol no oceano e nas montanhas,

claro como canto de galo em madrugada fria

claro e nítido como lua cheia,

na verdade, NossOr queria sempre o sol NoSsor subiu

NO ALTO DA TORRE DE RAPUNZEL

OU ERA Da torre dE BABEL?

proclamou:

sou e continuo
InaPAGÁVEL , sou incólume(incólume?)*
E impagável (impagável?)

(**) N.P. Em livro de gente grande, gente metida a besta, usa-se muito a sigla NT (nota do tradutor) é chique ler tradução, dá um certo verniz. Sempre que se pergunta alguém sobre o que está lendo, este alguém diz: estou lendo Joyce, Sartre, ninguém diz que está lendo Machado, Graciliano, fulano de tal, etc. O nosso é NP significa . Nota do personagem. Personagem é pessoa inventada, né, fessora?. São palavras que estranhamente invadem o meu mundo, o nosso mundo,como esta duas,(incólume e impagáve) agora sou um sujeito incólume, estou são e salvo, indene, i,é, íntegro acima de qualquer suspeita e precioso, impagável, impagável?)

noSsoR

era um ancião?
Um deão?
Um gideão?
Um peão?
Um cão? Um Tgrandão?

Um mago?
Um afago?
Um gago?

O que era Nossor ?
Um tambor?
Um furor?
Um Gestor?
Um favor?

Um senhor que passeava nas terras do
Orbit?
Do Magritte?
Ou do Omelite?

Ou era um simples itinerante,
um Viajante
andante
Um extragavante?

ou um eterno
janelante? (janelante?)

As barbas de NOSSOR eram ancestrais?
Monumentais? Catedrais?

Tinham a dimensão de uma onda gigante ou era do tamanho de uma tromba de elefante?

NOSSOR,
tinha barba ou não tinha BARBA?
eram samambaias que escorriam nas casas suburbanas, nos quintais e alpendres dos santanas e dos quintanas?

Eram azuis, amarelas, ou se guardavam nas aquarelas da menina Gabriela?

CREIO QUE NOSSOR
Nem barba tinha, gostava de ficar na janela apreciando as paisagens e as curvas da INSINUANTE manuela.
E brincando de eco com o vento, CONFESSAVA:
eu sou glabro. E o vento respondia; ABRO, ABRO, ABRO.

NOSSOR era glabro. (glabro*?)

(NP: Glabro – adj. Sem barba, imberbe: jovem glabro. A palavra escrita ao contrário: orbalg. Rima com glabro descalabro candelabro macabro labro. E Nossor ao contrário? Rosson? Enquanto Nossor rumina e cofiava sua ex-barba, estavam arquitetando um nova maneira de apagÁ-lo)

SEGUNDA TENTATIVA : TENTARAM APAGAR nossor, o inapagável, com o corretivo em líquid paper made in China. Resulstado; TCHAM, TCHAM,TCHAM
Não CONSEGUIRAM. O NOME DE NOSSOR FICOU MAIS NÍTIDO NA PÁGINA EM BRANCO. Nossor

DÚVIDA QUASE ATROZ OU CRUEL.
Nossor, o inapagável, era parente do NABUCO OU SERIA, O CONTRÁRIO?

NOSSOR DO NABUCO
OU NABUCODONOSSOR?

Será que o NOssor tinha algum parentesco com o rei de Babilônia?

ENQUANTO PAIRA A DÚVIDA CRUEL E QUASE ATROZ, ELENCAREMOS (ELENCAR?*). Não seria Alencar? QUE COISA MAIS Xus nem bus.
(NP.Elencar de elenco. Alencar pai de Iracema, de Ceci e Peri).

1º – NOSSOR nunca PLANTou JARDINS. FLUTUANTES ou SUSPENSOS

2º – Nossor não era pai de Nabuco.
.

3º – Nossor era assazinapagável era

8º – Nabuco era Nabuco, & Nossor é Nossor.
Nabucodonossor foi rei da Babilônia, conquistou o mundo. Seu reino ficava na Mesopotânia,
o nosso Nossor nunca quis ser rei, mas é inapagável.

(NP: Babilônia era uma cidade de beleza e luxo. Era cercada por imensos muros e gigantescas portas, além de um profundo fosso rodeando os muros. Babilônia era considerada uma cidade inexpugnável. O Rio Eufrates cortava a cidade em diagonal, sob os muros, fertilizando os maravilhosos jardins. Foi lá que construíram a Torre de Babel) (NP: Uma pergunta ASSSAZ (assaz?*) Ah, esta é mole: assaz é bastante, basta?)

RAPUNZEL estava na Torre de Babel ou na torre da bruxa?
Não, não e não.
O nossor nosso que tinha nabuco no nome, não era o rei da Babilônia, nunca quis subir aos céus escalando uma torre, escalar os cabelos de Rapunzel, cheios de mel, poderia ser uma possibilidade.
Nossor pensava, pensava, pensava quando quiseram apagá-lo pela terceira vez.
TERCEIRA TENTATIVA:
Desta vez utilizaram um estilete CIS – WARNING SHARP BLAKE –
O NOME DE NOSSOR FOI ARRANHADO, QUASE RASGADO, RESISTIU, COMO RESISTIRAM OS CABELOS DA BELA Rapanzel.
E à medida que o estilete machucava o NOSSOR,
o seu nome adquiria forças, ficava cada vez mais forte, como as tranças de rapunzel. E o nome nossor ficou mais uma vez ímpavido na página em branco.

Rapunzel, a germânica teve duas vidas. Casou-se duas vezes com o mesmo príncipe. A primeira vez aconteceu em 1698 e sua madrinha e mãe, Charlotte-Rose de Caumont de La Force deu-lhe o nome de Persinette. (Persinette?*)
(NP:) Se no Vale do Jequitinhonha Edileusa é comum, Persinette que motivou a criação do Chevette e da Net era também comum nas terras dos músicos de Bremen.)
O segundo casamento de Rapunzel aconteceu em 1812, seus padrinhos e pais eram os Irmãos Grimm.
E quando será o terceiro casamento e com quem? Será que será com NOSSOR, o inapagável. E se alguém apagá-lo antes? Rapunzel fica viúva?
A história de Rapunzel todos sabem, mas vamos contá-la de novo.
A Rapunzel era uma princesa, uma bruxa má aprixionou-a no alto da torre e lá ficou a vida toda. O cabelo da menina cresceu, cresceu, cresceu, nunca foi cortado e foi conservado como uma gigantesca trança. Um dia, há sempre um dia, um príncipe, bonito pra chuchu, passando pelo local, ouviu Rapunzel cantando, e decide salvá-la das garras da bruxa. Ao enfrentar a vilã, é castigado com uma cegueira total. Mas, no final da história, sua visão é recuperada pelas lágrimas da amada, e o casal se casa e conseguem o esperado final feliz. (Foram felizes para sempre, né?)

Será que NOSSOR ficará cego?
Será que vale a pena ficar cego por alguém?
O coração é cego?
O amor é cego?
Um poeta dizia que tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Este mesmo poeta disse que todo poeta é um fingidor. (O poeta finge? Ou faz parte do ofício?*) o CAMALEÃO FINGE? Nossor é poeta?
Se existe o amor cego, existe o vôo cego e nó cego, nego?..
NOSSOR É um alucinado, um prego? Um embotado, obnubilado(epa, o que isto está fazendo aqui?).
(*NP: o poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente. Tudo vale a pena /Se a alma não é pequena. Fernando Pessoa. Poeta de Portugal e seu mar português, tomou papudo?)

Quarta tentativa de apagar NOSSOR, O INAPAGÁVEL.

A BRUXA QUE NÃO SE CONFORMAVA COM O CASAMENTO DE Rapunzel com o príncipe, resolveu a questão dando ao príncipe um reino muito rico e próspero que ficava do outro lado do oceano, em troca, ele deveria abandonar a princesa.
O príncipe que a princípio não tinha nenhum principio topou. E foi morar nas terras de Sam, o tio.
A princesa não se abalou, sabia que outro príncipe apareceria e ficou no seu canto esperando o trem passar, a vaca pastar, o tempo passar.
Enquanto as coisas passavam e pastavam, ela cantava.
As princesas ricas gostam de cantar e esperar.
A Bela Adormecida esperou cem anos e acordou ainda mais bonita.
Sonhar é bom. Chorar areja os olhos.
A bruxa que não gosta de esperar, não chora, não sonha viu
no espelho a figura de Nossor, o belo,
o cego de amor, o do amor total,
do amor imortal.
O inapagável, o impagável.
A bruxa sabia que Nossor queria Rapunzel.
A bruxa precisava apagar Nossor. Assim a princesa morreria de tédio ou de sono.
Preparou para nosso NOssor um bebida que parecia um sonho. Sabia que Nossor apreciava as delicias dos néctares e dos sucos, dos licores e sabores.

Fingiu ser uma representante de uma nova bebida que surgia no mercado.
Nossor foi um dos escolhidos pela empresa para testar o novo produto que iria revolucionar a indústria dos sucos e refrigentes, licores e sabores

Vestiu-se de princesa.
ficou bela como nunca.
Como o pôr-de-sol.
Uma estrela cadente.
Uma pena de beija-flor,
Um leque japonês,
Uma cachoeira para os dias de calor.

Mas o efeito de seu feitiço estava na tinta da caneta que levava a tiracolo.
Nossor
Para receber os agrados precisava assinar um comprovante de que ela o visitara.

A tinta da caneta era mágica, ela em poucos minutos fazia desaparecer todo o texto. A folha em branco ficaria limpa,
intocável.
Invisível.
Irretocável
E aí Nossor, o inapagável deixaria de existir.
Nossor é Nossor.

Vem dos tempos remotos.
Seus ancestrais tinham barbas e antes de NOSSOR, assinavam NABUCO
Dominaram o mundo.
O mundo ficava entre os rios Tigre e Eufrates.
Criaram cidades fabulosas,
criaram jardins suspensos.
E uma torre.

Nossor é Nossor.
Ladino como bicho esperto.
Ágil e danado como o Saci e
Rápido como bote de sucuri.

Sagaz como Emília
Sábio como o Sabugosa.

Nossor
gostou do licores e dos sabores. Licores e sabores. Sabores e licores. Licores e sabores. Sabores e licores.

Brindou com a bruxa bonita , as taças fizeram tim tim, uma, duas, três, cinco: licores & sabores, sabores & licores. Lic…

A bruxa não perdeu tempo. Notou que Nossor não terminava as palavras: licore & sabor, sab e lic

Nossor estava no papo. Em seu poder.

De posse da caneta com tinta
aparentemente azul lavável Quink da Parker

Disse para Nossor:

- ASSINE AQUI, preciso de sua assinatura para mostrar lá no serviço que estive aqui, e apontou com o dedo indicador a linha que. Nossor deveria assinar. NOSSORolhou a linha e viu uma linha de trem interminável, viu também a linha do Equador e a linha de cerzir horizontes.

- Um momento, pediu Nossor. Vamos brindar este acontecimento. Quero fazer tim tim de novo.
- Deixei a minha taça em cima da mesa, disse a bruxa.

Enquanto a linda bruxa foi à mesa buscar a taça,.

Nossor, o esperto, o ladino, o perspicaz, após esvaziar a sua taça, encheu-a com a tinta tipo azul lavável QUINK da Parker.

A bruxa pegou a taça vazia.

– Encha sua taça de licores e sabores, disse Nossor com a voz sonâmbula.. A bruxa obedeceu. Nossor, o ladino , proprôs: -
-
- Você bebe em minha taça e eu bebo na sua.
- ÀS suas ordens, disse a bruxa, prevendo o fim de Nossor, o inapagável

BOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

Cadê a bruxa?

Evaporou-se?
Virou espaço?
nuvem branca?
Fumaça?

e Nossor, continua
incólume
Babilônico
Glabro
Incorrigivel´
Irreprimível
iniludível
impagável

inapagável

ronaldclaver em 28-0214

há tempo ou tempus fugit

O tempo passa, o tempo foge. estamos em maio. choveu em abril e maio. e minha ausência deste pequeno latifúndio está me fazendo falta. fui ao Flit de Santa Luzia. O GAlo foi campeão mineiro e tenta continuar na Libertadores. O campeonato nacional vai começar. E nada de eu comparecer neste “pedaço”. faço-o agora com a história de Nossor, não o Nabuco, o inapagável:
NossOr, o

Inapagável

Ronaldclaver – 28/02/14

a primeira vez que tentaram apagar NoSsor, foi em vão ou no vão da página em branco?

Por mais que a borracha Zap 40 Escolar passasse em cima dele, do nome dele
NoSSor
ficava mais nítido,

claro como alvorada

exuberante como nascer do sol no oceano e nas montanhas,

claro como canto de galo em madrugada fria

claro e nítido como lua cheia,

na verdade, NossOr queria sempre o sol NoSsor subiu

NO ALTO DA TORRE DE RAPUNZEL

OU ERA Da torre dE BABEL?

proclamou:

sou e continuo
InaPAGÁVEL , sou incólume(incólume?)*
E impagável (impagável?)

(**) N.P. Em livro de gente grande, gente metida a besta, usa-se muito a sigla NT (nota do tradutor) é chique ler tradução, dá um certo verniz. Sempre que se pergunta alguém sobre o que está lendo, este alguém diz: estou lendo Joyce, Sartre, ninguém diz que está lendo Machado, Graciliano, fulano de tal, etc. O nosso é NP significa . Nota do personagem. Personagem é pessoa inventada, né, fessora?. São palavras que estranhamente invadem o meu mundo, o nosso mundo,como esta duas,(incólume e impagáve) agora sou um sujeito incólume, estou são e salvo, indene, i,é, íntegro acima de qualquer suspeita e precioso, impagável, impagável?)

noSsoR

era um ancião?
Um deão?
Um gideão?
Um peão?
Um cão? Um Tgrandão?

Um mago?
Um afago?
Um gago?

O que era Nossor ?
Um tambor?
Um furor?
Um Gestor?
Um favor?

Um senhor que passeava nas terras do
Orbit?
Do Magritte?
Ou do Omelite?

Ou era um simples itinerante,
um Viajante
andante
Um extragavante?

ou um eterno
janelante? (janelante?)

As barbas de NOSSOR eram ancestrais?
Monumentais? Catedrais?

Tinham a dimensão de uma onda gigante ou era do tamanho de uma tromba de elefante?

NOSSOR,
tinha barba ou não tinha BARBA?
eram samambaias que escorriam nas casas suburbanas, nos quintais e alpendres dos santanas e dos quintanas?

Eram azuis, amarelas, ou se guardavam nas aquarelas da menina Gabriela?

CREIO QUE NOSSOR
Nem barba tinha, gostava de ficar na janela apreciando as paisagens e as curvas da INSINUANTE manuela.
E brincando de eco com o vento, CONFESSAVA:
eu sou glabro. E o vento respondia; ABRO, ABRO, ABRO.

NOSSOR era glabro. (glabro*?)

(NP: Glabro – adj. Sem barba, imberbe: jovem glabro. A palavra escrita ao contrário: orbalg. Rima com glabro descalabro candelabro macabro labro. E Nossor ao contrário? Rosson? Enquanto Nossor rumina e cofiava sua ex-barba, estavam arquitetando um nova maneira de apagÁ-lo)

SEGUNDA TENTATIVA : TENTARAM APAGAR nossor, o inapagável, com o corretivo em líquid paper made in China. Resulstado; TCHAM, TCHAM,TCHAM
Não CONSEGUIRAM. O NOME DE NOSSOR FICOU MAIS NÍTIDO NA PÁGINA EM BRANCO. Nossor

DÚVIDA QUASE ATROZ OU CRUEL.
Nossor, o inapagável, era parente do NABUCO OU SERIA, O CONTRÁRIO?

NOSSOR DO NABUCO
OU NABUCODONOSSOR?

Será que o NOssor tinha algum parentesco com o rei de Babilônia?

ENQUANTO PAIRA A DÚVIDA CRUEL E QUASE ATROZ, ELENCAREMOS (ELENCAR?*). Não seria Alencar? QUE COISA MAIS Xus nem bus.
(NP.Elencar de elenco. Alencar pai de Iracema, de Ceci e Peri).

1º – NOSSOR nunca PLANTou JARDINS. FLUTUANTES ou SUSPENSOS

2º – Nossor não era pai de Nabuco.
.

3º – Nossor era assazinapagável era

8º – Nabuco era Nabuco, & Nossor é Nossor.
Nabucodonossor foi rei da Babilônia, conquistou o mundo. Seu reino ficava na Mesopotânia,
o nosso Nossor nunca quis ser rei, mas é inapagável.

(NP: Babilônia era uma cidade de beleza e luxo. Era cercada por imensos muros e gigantescas portas, além de um profundo fosso rodeando os muros. Babilônia era considerada uma cidade inexpugnável. O Rio Eufrates cortava a cidade em diagonal, sob os muros, fertilizando os maravilhosos jardins. Foi lá que construíram a Torre de Babel) (NP: Uma pergunta ASSSAZ (assaz?*) Ah, esta é mole: assaz é bastante, basta?)

RAPUNZEL estava na Torre de Babel ou na torre da bruxa?
Não, não e não.
O nossor nosso que tinha nabuco no nome, não era o rei da Babilônia, nunca quis subir aos céus escalando uma torre, escalar os cabelos de Rapunzel, cheios de mel, poderia ser uma possibilidade.
Nossor pensava, pensava, pensava quando quiseram apagá-lo pela terceira vez.
TERCEIRA TENTATIVA:
Desta vez utilizaram um estilete CIS – WARNING SHARP BLAKE –
O NOME DE NOSSOR FOI ARRANHADO, QUASE RASGADO, RESISTIU, COMO RESISTIRAM OS CABELOS DA BELA Rapanzel.
E à medida que o estilete machucava o NOSSOR,
o seu nome adquiria forças, ficava cada vez mais forte, como as tranças de rapunzel. E o nome nossor ficou mais uma vez ímpavido na página em branco.

Rapunzel, a germânica teve duas vidas. Casou-se duas vezes com o mesmo príncipe. A primeira vez aconteceu em 1698 e sua madrinha e mãe, Charlotte-Rose de Caumont de La Force deu-lhe o nome de Persinette. (Persinette?*)
(NP:) Se no Vale do Jequitinhonha Edileusa é comum, Persinette que motivou a criação do Chevette e da Net era também comum nas terras dos músicos de Bremen.)
O segundo casamento de Rapunzel aconteceu em 1812, seus padrinhos e pais eram os Irmãos Grimm.
E quando será o terceiro casamento e com quem? Será que será com NOSSOR, o inapagável. E se alguém apagá-lo antes? Rapunzel fica viúva?
A história de Rapunzel todos sabem, mas vamos contá-la de novo.
A Rapunzel era uma princesa, uma bruxa má aprixionou-a no alto da torre e lá ficou a vida toda. O cabelo da menina cresceu, cresceu, cresceu, nunca foi cortado e foi conservado como uma gigantesca trança. Um dia, há sempre um dia, um príncipe, bonito pra chuchu, passando pelo local, ouviu Rapunzel cantando, e decide salvá-la das garras da bruxa. Ao enfrentar a vilã, é castigado com uma cegueira total. Mas, no final da história, sua visão é recuperada pelas lágrimas da amada, e o casal se casa e conseguem o esperado final feliz. (Foram felizes para sempre, né?)

Será que NOSSOR ficará cego?
Será que vale a pena ficar cego por alguém?
O coração é cego?
O amor é cego?
Um poeta dizia que tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Este mesmo poeta disse que todo poeta é um fingidor. (O poeta finge? Ou faz parte do ofício?*) o CAMALEÃO FINGE? Nossor é poeta?
Se existe o amor cego, existe o vôo cego e nó cego, nego?..
NOSSOR É um alucinado, um prego? Um embotado, obnubilado(epa, o que isto está fazendo aqui?).
(*NP: o poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente. Tudo vale a pena /Se a alma não é pequena. Fernando Pessoa. Poeta de Portugal e seu mar português, tomou papudo?)

Quarta tentativa de apagar NOSSOR, O INAPAGÁVEL.

A BRUXA QUE NÃO SE CONFORMAVA COM O CASAMENTO DE Rapunzel com o príncipe, resolveu a questão dando ao príncipe um reino muito rico e próspero que ficava do outro lado do oceano, em troca, ele deveria abandonar a princesa.
O príncipe que a princípio não tinha nenhum principio topou. E foi morar nas terras de Sam, o tio.
A princesa não se abalou, sabia que outro príncipe apareceria e ficou no seu canto esperando o trem passar, a vaca pastar, o tempo passar.
Enquanto as coisas passavam e pastavam, ela cantava.
As princesas ricas gostam de cantar e esperar.
A Bela Adormecida esperou cem anos e acordou ainda mais bonita.
Sonhar é bom. Chorar areja os olhos.
A bruxa que não gosta de esperar, não chora, não sonha viu
no espelho a figura de Nossor, o belo,
o cego de amor, o do amor total,
do amor imortal.
O inapagável, o impagável.
A bruxa sabia que Nossor queria Rapunzel.
A bruxa precisava apagar Nossor. Assim a princesa morreria de tédio ou de sono.
Preparou para nosso NOssor um bebida que parecia um sonho. Sabia que Nossor apreciava as delicias dos néctares e dos sucos, dos licores e sabores.

Fingiu ser uma representante de uma nova bebida que surgia no mercado.
Nossor foi um dos escolhidos pela empresa para testar o novo produto que iria revolucionar a indústria dos sucos e refrigentes, licores e sabores

Vestiu-se de princesa.
ficou bela como nunca.
Como o pôr-de-sol.
Uma estrela cadente.
Uma pena de beija-flor,
Um leque japonês,
Uma cachoeira para os dias de calor.

Mas o efeito de seu feitiço estava na tinta da caneta que levava a tiracolo.
Nossor
Para receber os agrados precisava assinar um comprovante de que ela o visitara.

A tinta da caneta era mágica, ela em poucos minutos fazia desaparecer todo o texto. A folha em branco ficaria limpa,
intocável.
Invisível.
Irretocável
E aí Nossor, o inapagável deixaria de existir.
Nossor é Nossor.

Vem dos tempos remotos.
Seus ancestrais tinham barbas e antes de NOSSOR, assinavam NABUCO
Dominaram o mundo.
O mundo ficava entre os rios Tigre e Eufrates.
Criaram cidades fabulosas,
criaram jardins suspensos.
E uma torre.

Nossor é Nossor.
Ladino como bicho esperto.
Ágil e danado como o Saci e
Rápido como bote de sucuri.

Sagaz como Emília
Sábio como o Sabugosa.

Nossor
gostou do licores e dos sabores. Licores e sabores. Sabores e licores. Licores e sabores. Sabores e licores.

Brindou com a bruxa bonita , as taças fizeram tim tim, uma, duas, três, cinco: licores & sabores, sabores & licores. Lic…

A bruxa não perdeu tempo. Notou que Nossor não terminava as palavras: licore & sabor, sab e lic

Nossor estava no papo. Em seu poder.

De posse da caneta com tinta
aparentemente azul lavável Quink da Parker

Disse para Nossor:

- ASSINE AQUI, preciso de sua assinatura para mostrar lá no serviço que estive aqui, e apontou com o dedo indicador a linha que. Nossor deveria assinar. NOSSORolhou a linha e viu uma linha de trem interminável, viu também a linha do Equador e a linha de cerzir horizontes.

- Um momento, pediu Nossor. Vamos brindar este acontecimento. Quero fazer tim tim de novo.
- Deixei a minha taça em cima da mesa, disse a bruxa.

Enquanto a linda bruxa foi à mesa buscar a taça,.

Nossor, o esperto, o ladino, o perspicaz, após esvaziar a sua taça, encheu-a com a tinta tipo azul lavável QUINK da Parker.

A bruxa pegou a taça vazia.

– Encha sua taça de licores e sabores, disse Nossor com a voz sonâmbula.. A bruxa obedeceu. Nossor, o ladino , proprôs: -
-
- Você bebe em minha taça e eu bebo na sua.
- ÀS suas ordens, disse a bruxa, prevendo o fim de Nossor, o inapagável

BOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

Cadê a bruxa?

Evaporou-se?
Virou espaço?
nuvem branca?
Fumaça?

e Nossor, continua
incólume
Babilônico
Glabro
Incorrigivel´
Irreprimível
iniludível
impagável

inapagável

ronaldclaver em 28-0214