oficina – nova escola literária

Segunda aula de FEVEREIRO de 2016 – Apontamentos & Fragmentos – Não escreva em duas linhas, em três bastam – Oficina criada e produzida por ronaldclver –

Notas:
Apontamentos: s.m. Ação ou efeito de apontar.Breve anotação escrita para ajudar a memória.Nota(s) que se registra(m) durante a leitura, como trabalho preliminar para a elaboração de uma obra.Lembrete.Esboço.

Fragmento: s.m. Pedaço de um objeto que foi partido, desfeito.O que resta de uma obra antiga.Parte extraída de um livro, de um discurso.

ABERTURA: CONTINUAR O TEXTO: Quando nasci nenhum anjo torto veio me socorrer. Não me lembro de ter nascido, quando dei por mim usava calças curtas e soltava papagaios. Minha irmã brincava…

ALONGAMENTO 1 – Faça um texto DE NO MÁXIMO TRÊS LINHAS contendo as palavras FRAGMENTO E APONTAMENTO.

ALONGAMENTO 2 – Faça outro texto que caiba em três linhas, (verso ou prosa). O texto deve começar com a palavra QUANDO ou com a expressão ERA UMA VEZ.

REFLETINDO: Todo início de século e fim de século são pródigos em novidades: Telefone celular, WhatsApp, SURREALISMO, dadaísmo, vanguardas, rebeliões, filosofias, guerras mundiais, inventos, telefone, avião, livro eletrônico, etc. Propomos uma nova escola que terá o nome de Livro de APONTAMENTOS E FRAGMENTOS. Todos os textos terão no máximo três linhas para alívio das florestas e da miopia.

Ex: Sou e já fui. Anotei em meu caderno de esquecimento palavras absurdas e desenhei nuvens e virei um pingo d’água. Quando fecundei a terra, nasceu um árvore que foi cortada para virar

Ou: Na ilha, trilho Quando os olhos perguntam
a trilha o coração responde:
dos olhos seus. Saudade.

ALONGAMENTO 3 – Contes as histórias que sugerimos (três textos de três linhas)
1.A moça mudava de cor quando via Adamastor atravessando a rua.
2. A menina ruiva, ao contrário da maioria, amava baratas e ratos.
3. O rapaz cismou que era um avião e pulou do segundo andar.

ALONGAMENTO 4 – Conte uma história contendo o conteúdo do alongamento anterior. Crie um personagem, ou escreva na primeira pessoas, mas sempre em três linhas. Você pode e deve fragmentar o seu texto.Você pode deixá-lo pela metade ou sem o fim final.

ALONGAMENTO 4 – Leia o texto do Olavo Bilac e tente realizar algo parecido. Se quiser, utilize o material confeccionado nesta oficina.

Tercetos

Noite ainda, quando ela me pedia
Entre dois beijos que me fosse embora,
Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:

“Espera ao menos que desponte a aurora!
Tua alcova é cheirosa como um ninho…
E olha que escuridão há lá por fora!

Como queres que eu vá, triste e sozinho,
Casando a treva e o frio de meu peito
Ao frio e à treva que há pelo caminho?!

Ouves? é o vento! é um temporal desfeito!
Não me arrojes à chuva e à tempestade!
Não me exiles do vale do teu leito!

Morrerei de aflição e de saudade…
Espera! até que o dia resplandeça,
Aquece-me com a tua mocidade!

Sobre o teu colo deixa-me a cabeça
Repousar, como há pouco repousava…
Espera um pouco! deixa que amanheça!”

E ela abria-me os braços. E eu ficava.
Olavo Bilac

PARA CASA 1.: Faça um texto fragmentado. Tome como base o nosso cotidiano. Conte o dia-a-dia de alguém ou o seu dia-a-dia. Ou crie um personagem que vai para a rua e registra de modo surrealista o que vê ou o que quer ver.(vale utilizar os outdoors, as propagandas, os papéis que são distribuídos, os grafites, a voz dos ambulantes, etc.Você pode escrever o texto em três linhas ou não.

Para casa 2 – Faça um texto começando com uma situação ou palavra e terminando-o com a situação iniciada ou com a palavra inicial. Ex; Saí cedo de casa, peguei um táxi vermelho de portas amarelas. Fui ao Centro. O Centro dá idéia de uma bola qualquer, uma bola qualquer me lembra das pedras nada preciosas. As pedras que rolam das montanhas e correm os rios. Lembrei-me das pedrinhas que jogava no meio da lagoa de minha cidade. Olhei no relógio, já passava da hora de voltar. Saí em busca de um táxi amarelo com portas vermelhas e rodei o mundo sem parar.

Para ler:

Gregório de Matos : Aos vícios

Aos vícios

Eu sou aquele que os passados anos
Cantei na minha lira maldizente
Torpezas do Brasil, vícios e enganos.

E bem que os descantei bastantemente,
Canto segunda vez na mesma lira
O mesmo assunto em pletro diferente.
.(……………………………… )……

Uma só natureza nos foi dada;
Não criou Deus os naturais diversos;
Um só Adão criou, e esse de nada.

Todos somos ruins, todos perversos,
Só os distingue o vício e a virtude,
De que uns são comensais, outros adversos.

Quem maior a tiver, do que eu ter pude,
Esse só me censure, esse me note,
Calem-se os mais, chitom, e haja saúde.

noturno

a noite com seus olhos de veludo adormece meus sonhos nos seus

VOLTEI

Depois de um hiato(?), volto e volto com poemas reformados de fim de ano:

POEMINHA DE FIM DE ANO – O RITO DA PASSAGEM – ronaldclaver

JANEIRO – Homenagem a JANO, deus do começo na mitologia romana, que tinha duas faces, uma olhando para trás, o PASSADO e outra olhando para frente, o FUTURO.

A CAMA desarrumada é um mar revolto

NA NESGA da janela vislumbra-se um postal da Bahia

O SONHO na mesa do mar é um bar na esquina

NA PAREDE da morada nova duas janelas se abrem
uma para dentro outra para fora

É O VELHO/NOVO amor rejuvenescendo e pedindo
passagem

POEMINHA DE FIM DE ANO – O RITO DA PASSAGEM – ronaldclaver

JANEIRO – Homenagem a JANO, deus do começo na mitologia romana, que tinha duas faces, uma olhando para trás, o PASSADO e outra olhando para frente, o FUTURO.

A CAMA desarrumada é um mar revolto

NA NESGA da janela vislumbra-se um postal da Bahia

O SONHO na mesa do mar é um bar na esquina

NA PAREDE da morada nova duas janelas se abrem
uma para dentro outra para fora

É O VELHO/NOVO amor rejuvenescendo e pedindo
passagem
POEMINHA DE FIM DE ANO – O RITO DA PASSAGEM – ronaldclaver

JANEIRO – Homenagem a JANO, deus do começo na mitologia romana, que tinha duas faces, uma olhando para trás, o PASSADO e outra olhando para frente, o FUTURO.

A CAMA desarrumada é um mar revolto

NA NESGA da janela vislumbra-se um postal da Bahia

O SONHO na mesa do mar é um bar na esquina

NA PAREDE da morada nova duas janelas se abrem
uma para dentro outra para fora

É O VELHO/NOVO amor rejuvenescendo e pedindo
passagem
RECEITA DE ANO NOVO – RONALD CLAVER

NÃO PROMETA NADA
NÃO BRIGUE POR NADA
DEIXA O RIO QUE CORRE
O CORPO CHEGAR AO MAR
SÓ FAÇA O QUE O CORAÇÃO
MANDAR

um texto que mistura alhos e bugalhos:A LUA NOVA está no último degrau da Via Láctea. Um VIOLÃO debaixo da janela de Maria tocava um NOTURNO de Chopin. Do lado de dentro da janela, Maria é toda CARÍCIA e PAIXÃO. A SERENATA pode durar, durar, durar a vida inteira. Maria está feliz. Gosta de AMANHECER para o amor. O amor agora faz CÓCEGAS no coração de Maria,

andançãs

quinta passada, dia 18 – estive na E.M. Aurélio Pires, bairro Liberdade. Participei de um encontro literário. antes participei do clube da leitura, cada aluno lê um livro e depois comenta-o para os outros. é um barato, parabéns às professoras e bibliotecárias. num país onde a leitura é quase um enfeite, esta escola dá sina de vida. afinal, o nosso ex-presidente falava que ler dá azia e se vangloria de nunca ter estudado, mas mesmo assim cobra 800 mil reais por um palestra. tudo é possível.

maio/junho participei como ator de um longa, o filme é um escracho. 5 homens e um pé de alface, ambientado numa clínica de recuperação mental. o filme deve ficar pronto em julho.

nossor, o

NossOr, o

Inapagável

Ronaldclaver – 28/02/14

a primeira vez que tentaram apagar NoSsor, foi em vão ou no vão da página em branco?

Por mais que a borracha Zap 40 Escolar passasse em cima dele, do nome dele
NoSSor
ficava mais nítido,

claro como alvorada

exuberante como nascer do sol no oceano e nas montanhas,

claro como canto de galo em madrugada fria

claro e nítido como lua cheia,

na verdade, NossOr queria sempre o sol NoSsor subiu

NO ALTO DA TORRE DE RAPUNZEL

OU ERA Da torre dE BABEL?

proclamou:

sou e continuo
InaPAGÁVEL , sou incólume(incólume?)*
E impagável (impagável?)

(**) N.P. Em livro de gente grande, gente metida a besta, usa-se muito a sigla NT (nota do tradutor) é chique ler tradução, dá um certo verniz. Sempre que se pergunta alguém sobre o que está lendo, este alguém diz: estou lendo Joyce, Sartre, ninguém diz que está lendo Machado, Graciliano, fulano de tal, etc. O nosso é NP significa . Nota do personagem. Personagem é pessoa inventada, né, fessora?. São palavras que estranhamente invadem o meu mundo, o nosso mundo,como esta duas,(incólume e impagáve) agora sou um sujeito incólume, estou são e salvo, indene, i,é, íntegro acima de qualquer suspeita e precioso, impagável, impagável?)

noSsoR

era um ancião?
Um deão?
Um gideão?
Um peão?
Um cão? Um Tgrandão?

Um mago?
Um afago?
Um gago?

O que era Nossor ?
Um tambor?
Um furor?
Um Gestor?
Um favor?

Um senhor que passeava nas terras do
Orbit?
Do Magritte?
Ou do Omelite?

Ou era um simples itinerante,
um Viajante
andante
Um extragavante?

ou um eterno
janelante? (janelante?)

As barbas de NOSSOR eram ancestrais?
Monumentais? Catedrais?

Tinham a dimensão de uma onda gigante ou era do tamanho de uma tromba de elefante?

NOSSOR,
tinha barba ou não tinha BARBA?
eram samambaias que escorriam nas casas suburbanas, nos quintais e alpendres dos santanas e dos quintanas?

Eram azuis, amarelas, ou se guardavam nas aquarelas da menina Gabriela?

CREIO QUE NOSSOR
Nem barba tinha, gostava de ficar na janela apreciando as paisagens e as curvas da INSINUANTE manuela.
E brincando de eco com o vento, CONFESSAVA:
eu sou glabro. E o vento respondia; ABRO, ABRO, ABRO.

NOSSOR era glabro. (glabro*?)

(NP: Glabro – adj. Sem barba, imberbe: jovem glabro. A palavra escrita ao contrário: orbalg. Rima com glabro descalabro candelabro macabro labro. E Nossor ao contrário? Rosson? Enquanto Nossor rumina e cofiava sua ex-barba, estavam arquitetando um nova maneira de apagÁ-lo)

SEGUNDA TENTATIVA : TENTARAM APAGAR nossor, o inapagável, com o corretivo em líquid paper made in China. Resulstado; TCHAM, TCHAM,TCHAM
Não CONSEGUIRAM. O NOME DE NOSSOR FICOU MAIS NÍTIDO NA PÁGINA EM BRANCO. Nossor

DÚVIDA QUASE ATROZ OU CRUEL.
Nossor, o inapagável, era parente do NABUCO OU SERIA, O CONTRÁRIO?

NOSSOR DO NABUCO
OU NABUCODONOSSOR?

Será que o NOssor tinha algum parentesco com o rei de Babilônia?

ENQUANTO PAIRA A DÚVIDA CRUEL E QUASE ATROZ, ELENCAREMOS (ELENCAR?*). Não seria Alencar? QUE COISA MAIS Xus nem bus.
(NP.Elencar de elenco. Alencar pai de Iracema, de Ceci e Peri).

1º – NOSSOR nunca PLANTou JARDINS. FLUTUANTES ou SUSPENSOS

2º – Nossor não era pai de Nabuco.
.

3º – Nossor era assazinapagável era

8º – Nabuco era Nabuco, & Nossor é Nossor.
Nabucodonossor foi rei da Babilônia, conquistou o mundo. Seu reino ficava na Mesopotânia,
o nosso Nossor nunca quis ser rei, mas é inapagável.

(NP: Babilônia era uma cidade de beleza e luxo. Era cercada por imensos muros e gigantescas portas, além de um profundo fosso rodeando os muros. Babilônia era considerada uma cidade inexpugnável. O Rio Eufrates cortava a cidade em diagonal, sob os muros, fertilizando os maravilhosos jardins. Foi lá que construíram a Torre de Babel) (NP: Uma pergunta ASSSAZ (assaz?*) Ah, esta é mole: assaz é bastante, basta?)

RAPUNZEL estava na Torre de Babel ou na torre da bruxa?
Não, não e não.
O nossor nosso que tinha nabuco no nome, não era o rei da Babilônia, nunca quis subir aos céus escalando uma torre, escalar os cabelos de Rapunzel, cheios de mel, poderia ser uma possibilidade.
Nossor pensava, pensava, pensava quando quiseram apagá-lo pela terceira vez.
TERCEIRA TENTATIVA:
Desta vez utilizaram um estilete CIS – WARNING SHARP BLAKE –
O NOME DE NOSSOR FOI ARRANHADO, QUASE RASGADO, RESISTIU, COMO RESISTIRAM OS CABELOS DA BELA Rapanzel.
E à medida que o estilete machucava o NOSSOR,
o seu nome adquiria forças, ficava cada vez mais forte, como as tranças de rapunzel. E o nome nossor ficou mais uma vez ímpavido na página em branco.

Rapunzel, a germânica teve duas vidas. Casou-se duas vezes com o mesmo príncipe. A primeira vez aconteceu em 1698 e sua madrinha e mãe, Charlotte-Rose de Caumont de La Force deu-lhe o nome de Persinette. (Persinette?*)
(NP:) Se no Vale do Jequitinhonha Edileusa é comum, Persinette que motivou a criação do Chevette e da Net era também comum nas terras dos músicos de Bremen.)
O segundo casamento de Rapunzel aconteceu em 1812, seus padrinhos e pais eram os Irmãos Grimm.
E quando será o terceiro casamento e com quem? Será que será com NOSSOR, o inapagável. E se alguém apagá-lo antes? Rapunzel fica viúva?
A história de Rapunzel todos sabem, mas vamos contá-la de novo.
A Rapunzel era uma princesa, uma bruxa má aprixionou-a no alto da torre e lá ficou a vida toda. O cabelo da menina cresceu, cresceu, cresceu, nunca foi cortado e foi conservado como uma gigantesca trança. Um dia, há sempre um dia, um príncipe, bonito pra chuchu, passando pelo local, ouviu Rapunzel cantando, e decide salvá-la das garras da bruxa. Ao enfrentar a vilã, é castigado com uma cegueira total. Mas, no final da história, sua visão é recuperada pelas lágrimas da amada, e o casal se casa e conseguem o esperado final feliz. (Foram felizes para sempre, né?)

Será que NOSSOR ficará cego?
Será que vale a pena ficar cego por alguém?
O coração é cego?
O amor é cego?
Um poeta dizia que tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Este mesmo poeta disse que todo poeta é um fingidor. (O poeta finge? Ou faz parte do ofício?*) o CAMALEÃO FINGE? Nossor é poeta?
Se existe o amor cego, existe o vôo cego e nó cego, nego?..
NOSSOR É um alucinado, um prego? Um embotado, obnubilado(epa, o que isto está fazendo aqui?).
(*NP: o poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente. Tudo vale a pena /Se a alma não é pequena. Fernando Pessoa. Poeta de Portugal e seu mar português, tomou papudo?)

Quarta tentativa de apagar NOSSOR, O INAPAGÁVEL.

A BRUXA QUE NÃO SE CONFORMAVA COM O CASAMENTO DE Rapunzel com o príncipe, resolveu a questão dando ao príncipe um reino muito rico e próspero que ficava do outro lado do oceano, em troca, ele deveria abandonar a princesa.
O príncipe que a princípio não tinha nenhum principio topou. E foi morar nas terras de Sam, o tio.
A princesa não se abalou, sabia que outro príncipe apareceria e ficou no seu canto esperando o trem passar, a vaca pastar, o tempo passar.
Enquanto as coisas passavam e pastavam, ela cantava.
As princesas ricas gostam de cantar e esperar.
A Bela Adormecida esperou cem anos e acordou ainda mais bonita.
Sonhar é bom. Chorar areja os olhos.
A bruxa que não gosta de esperar, não chora, não sonha viu
no espelho a figura de Nossor, o belo,
o cego de amor, o do amor total,
do amor imortal.
O inapagável, o impagável.
A bruxa sabia que Nossor queria Rapunzel.
A bruxa precisava apagar Nossor. Assim a princesa morreria de tédio ou de sono.
Preparou para nosso NOssor um bebida que parecia um sonho. Sabia que Nossor apreciava as delicias dos néctares e dos sucos, dos licores e sabores.

Fingiu ser uma representante de uma nova bebida que surgia no mercado.
Nossor foi um dos escolhidos pela empresa para testar o novo produto que iria revolucionar a indústria dos sucos e refrigentes, licores e sabores

Vestiu-se de princesa.
ficou bela como nunca.
Como o pôr-de-sol.
Uma estrela cadente.
Uma pena de beija-flor,
Um leque japonês,
Uma cachoeira para os dias de calor.

Mas o efeito de seu feitiço estava na tinta da caneta que levava a tiracolo.
Nossor
Para receber os agrados precisava assinar um comprovante de que ela o visitara.

A tinta da caneta era mágica, ela em poucos minutos fazia desaparecer todo o texto. A folha em branco ficaria limpa,
intocável.
Invisível.
Irretocável
E aí Nossor, o inapagável deixaria de existir.
Nossor é Nossor.

Vem dos tempos remotos.
Seus ancestrais tinham barbas e antes de NOSSOR, assinavam NABUCO
Dominaram o mundo.
O mundo ficava entre os rios Tigre e Eufrates.
Criaram cidades fabulosas,
criaram jardins suspensos.
E uma torre.

Nossor é Nossor.
Ladino como bicho esperto.
Ágil e danado como o Saci e
Rápido como bote de sucuri.

Sagaz como Emília
Sábio como o Sabugosa.

Nossor
gostou do licores e dos sabores. Licores e sabores. Sabores e licores. Licores e sabores. Sabores e licores.

Brindou com a bruxa bonita , as taças fizeram tim tim, uma, duas, três, cinco: licores & sabores, sabores & licores. Lic…

A bruxa não perdeu tempo. Notou que Nossor não terminava as palavras: licore & sabor, sab e lic

Nossor estava no papo. Em seu poder.

De posse da caneta com tinta
aparentemente azul lavável Quink da Parker

Disse para Nossor:

- ASSINE AQUI, preciso de sua assinatura para mostrar lá no serviço que estive aqui, e apontou com o dedo indicador a linha que. Nossor deveria assinar. NOSSORolhou a linha e viu uma linha de trem interminável, viu também a linha do Equador e a linha de cerzir horizontes.

- Um momento, pediu Nossor. Vamos brindar este acontecimento. Quero fazer tim tim de novo.
- Deixei a minha taça em cima da mesa, disse a bruxa.

Enquanto a linda bruxa foi à mesa buscar a taça,.

Nossor, o esperto, o ladino, o perspicaz, após esvaziar a sua taça, encheu-a com a tinta tipo azul lavável QUINK da Parker.

A bruxa pegou a taça vazia.

– Encha sua taça de licores e sabores, disse Nossor com a voz sonâmbula.. A bruxa obedeceu. Nossor, o ladino , proprôs: -
-
- Você bebe em minha taça e eu bebo na sua.
- ÀS suas ordens, disse a bruxa, prevendo o fim de Nossor, o inapagável

BOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

Cadê a bruxa?

Evaporou-se?
Virou espaço?
nuvem branca?
Fumaça?

e Nossor, continua
incólume
Babilônico
Glabro
Incorrigivel´
Irreprimível
iniludível
impagável

inapagável

ronaldclaver em 28-0214

há tempo ou tempus fugit

O tempo passa, o tempo foge. estamos em maio. choveu em abril e maio. e minha ausência deste pequeno latifúndio está me fazendo falta. fui ao Flit de Santa Luzia. O GAlo foi campeão mineiro e tenta continuar na Libertadores. O campeonato nacional vai começar. E nada de eu comparecer neste “pedaço”. faço-o agora com a história de Nossor, não o Nabuco, o inapagável:
NossOr, o

Inapagável

Ronaldclaver – 28/02/14

a primeira vez que tentaram apagar NoSsor, foi em vão ou no vão da página em branco?

Por mais que a borracha Zap 40 Escolar passasse em cima dele, do nome dele
NoSSor
ficava mais nítido,

claro como alvorada

exuberante como nascer do sol no oceano e nas montanhas,

claro como canto de galo em madrugada fria

claro e nítido como lua cheia,

na verdade, NossOr queria sempre o sol NoSsor subiu

NO ALTO DA TORRE DE RAPUNZEL

OU ERA Da torre dE BABEL?

proclamou:

sou e continuo
InaPAGÁVEL , sou incólume(incólume?)*
E impagável (impagável?)

(**) N.P. Em livro de gente grande, gente metida a besta, usa-se muito a sigla NT (nota do tradutor) é chique ler tradução, dá um certo verniz. Sempre que se pergunta alguém sobre o que está lendo, este alguém diz: estou lendo Joyce, Sartre, ninguém diz que está lendo Machado, Graciliano, fulano de tal, etc. O nosso é NP significa . Nota do personagem. Personagem é pessoa inventada, né, fessora?. São palavras que estranhamente invadem o meu mundo, o nosso mundo,como esta duas,(incólume e impagáve) agora sou um sujeito incólume, estou são e salvo, indene, i,é, íntegro acima de qualquer suspeita e precioso, impagável, impagável?)

noSsoR

era um ancião?
Um deão?
Um gideão?
Um peão?
Um cão? Um Tgrandão?

Um mago?
Um afago?
Um gago?

O que era Nossor ?
Um tambor?
Um furor?
Um Gestor?
Um favor?

Um senhor que passeava nas terras do
Orbit?
Do Magritte?
Ou do Omelite?

Ou era um simples itinerante,
um Viajante
andante
Um extragavante?

ou um eterno
janelante? (janelante?)

As barbas de NOSSOR eram ancestrais?
Monumentais? Catedrais?

Tinham a dimensão de uma onda gigante ou era do tamanho de uma tromba de elefante?

NOSSOR,
tinha barba ou não tinha BARBA?
eram samambaias que escorriam nas casas suburbanas, nos quintais e alpendres dos santanas e dos quintanas?

Eram azuis, amarelas, ou se guardavam nas aquarelas da menina Gabriela?

CREIO QUE NOSSOR
Nem barba tinha, gostava de ficar na janela apreciando as paisagens e as curvas da INSINUANTE manuela.
E brincando de eco com o vento, CONFESSAVA:
eu sou glabro. E o vento respondia; ABRO, ABRO, ABRO.

NOSSOR era glabro. (glabro*?)

(NP: Glabro – adj. Sem barba, imberbe: jovem glabro. A palavra escrita ao contrário: orbalg. Rima com glabro descalabro candelabro macabro labro. E Nossor ao contrário? Rosson? Enquanto Nossor rumina e cofiava sua ex-barba, estavam arquitetando um nova maneira de apagÁ-lo)

SEGUNDA TENTATIVA : TENTARAM APAGAR nossor, o inapagável, com o corretivo em líquid paper made in China. Resulstado; TCHAM, TCHAM,TCHAM
Não CONSEGUIRAM. O NOME DE NOSSOR FICOU MAIS NÍTIDO NA PÁGINA EM BRANCO. Nossor

DÚVIDA QUASE ATROZ OU CRUEL.
Nossor, o inapagável, era parente do NABUCO OU SERIA, O CONTRÁRIO?

NOSSOR DO NABUCO
OU NABUCODONOSSOR?

Será que o NOssor tinha algum parentesco com o rei de Babilônia?

ENQUANTO PAIRA A DÚVIDA CRUEL E QUASE ATROZ, ELENCAREMOS (ELENCAR?*). Não seria Alencar? QUE COISA MAIS Xus nem bus.
(NP.Elencar de elenco. Alencar pai de Iracema, de Ceci e Peri).

1º – NOSSOR nunca PLANTou JARDINS. FLUTUANTES ou SUSPENSOS

2º – Nossor não era pai de Nabuco.
.

3º – Nossor era assazinapagável era

8º – Nabuco era Nabuco, & Nossor é Nossor.
Nabucodonossor foi rei da Babilônia, conquistou o mundo. Seu reino ficava na Mesopotânia,
o nosso Nossor nunca quis ser rei, mas é inapagável.

(NP: Babilônia era uma cidade de beleza e luxo. Era cercada por imensos muros e gigantescas portas, além de um profundo fosso rodeando os muros. Babilônia era considerada uma cidade inexpugnável. O Rio Eufrates cortava a cidade em diagonal, sob os muros, fertilizando os maravilhosos jardins. Foi lá que construíram a Torre de Babel) (NP: Uma pergunta ASSSAZ (assaz?*) Ah, esta é mole: assaz é bastante, basta?)

RAPUNZEL estava na Torre de Babel ou na torre da bruxa?
Não, não e não.
O nossor nosso que tinha nabuco no nome, não era o rei da Babilônia, nunca quis subir aos céus escalando uma torre, escalar os cabelos de Rapunzel, cheios de mel, poderia ser uma possibilidade.
Nossor pensava, pensava, pensava quando quiseram apagá-lo pela terceira vez.
TERCEIRA TENTATIVA:
Desta vez utilizaram um estilete CIS – WARNING SHARP BLAKE –
O NOME DE NOSSOR FOI ARRANHADO, QUASE RASGADO, RESISTIU, COMO RESISTIRAM OS CABELOS DA BELA Rapanzel.
E à medida que o estilete machucava o NOSSOR,
o seu nome adquiria forças, ficava cada vez mais forte, como as tranças de rapunzel. E o nome nossor ficou mais uma vez ímpavido na página em branco.

Rapunzel, a germânica teve duas vidas. Casou-se duas vezes com o mesmo príncipe. A primeira vez aconteceu em 1698 e sua madrinha e mãe, Charlotte-Rose de Caumont de La Force deu-lhe o nome de Persinette. (Persinette?*)
(NP:) Se no Vale do Jequitinhonha Edileusa é comum, Persinette que motivou a criação do Chevette e da Net era também comum nas terras dos músicos de Bremen.)
O segundo casamento de Rapunzel aconteceu em 1812, seus padrinhos e pais eram os Irmãos Grimm.
E quando será o terceiro casamento e com quem? Será que será com NOSSOR, o inapagável. E se alguém apagá-lo antes? Rapunzel fica viúva?
A história de Rapunzel todos sabem, mas vamos contá-la de novo.
A Rapunzel era uma princesa, uma bruxa má aprixionou-a no alto da torre e lá ficou a vida toda. O cabelo da menina cresceu, cresceu, cresceu, nunca foi cortado e foi conservado como uma gigantesca trança. Um dia, há sempre um dia, um príncipe, bonito pra chuchu, passando pelo local, ouviu Rapunzel cantando, e decide salvá-la das garras da bruxa. Ao enfrentar a vilã, é castigado com uma cegueira total. Mas, no final da história, sua visão é recuperada pelas lágrimas da amada, e o casal se casa e conseguem o esperado final feliz. (Foram felizes para sempre, né?)

Será que NOSSOR ficará cego?
Será que vale a pena ficar cego por alguém?
O coração é cego?
O amor é cego?
Um poeta dizia que tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Este mesmo poeta disse que todo poeta é um fingidor. (O poeta finge? Ou faz parte do ofício?*) o CAMALEÃO FINGE? Nossor é poeta?
Se existe o amor cego, existe o vôo cego e nó cego, nego?..
NOSSOR É um alucinado, um prego? Um embotado, obnubilado(epa, o que isto está fazendo aqui?).
(*NP: o poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente. Tudo vale a pena /Se a alma não é pequena. Fernando Pessoa. Poeta de Portugal e seu mar português, tomou papudo?)

Quarta tentativa de apagar NOSSOR, O INAPAGÁVEL.

A BRUXA QUE NÃO SE CONFORMAVA COM O CASAMENTO DE Rapunzel com o príncipe, resolveu a questão dando ao príncipe um reino muito rico e próspero que ficava do outro lado do oceano, em troca, ele deveria abandonar a princesa.
O príncipe que a princípio não tinha nenhum principio topou. E foi morar nas terras de Sam, o tio.
A princesa não se abalou, sabia que outro príncipe apareceria e ficou no seu canto esperando o trem passar, a vaca pastar, o tempo passar.
Enquanto as coisas passavam e pastavam, ela cantava.
As princesas ricas gostam de cantar e esperar.
A Bela Adormecida esperou cem anos e acordou ainda mais bonita.
Sonhar é bom. Chorar areja os olhos.
A bruxa que não gosta de esperar, não chora, não sonha viu
no espelho a figura de Nossor, o belo,
o cego de amor, o do amor total,
do amor imortal.
O inapagável, o impagável.
A bruxa sabia que Nossor queria Rapunzel.
A bruxa precisava apagar Nossor. Assim a princesa morreria de tédio ou de sono.
Preparou para nosso NOssor um bebida que parecia um sonho. Sabia que Nossor apreciava as delicias dos néctares e dos sucos, dos licores e sabores.

Fingiu ser uma representante de uma nova bebida que surgia no mercado.
Nossor foi um dos escolhidos pela empresa para testar o novo produto que iria revolucionar a indústria dos sucos e refrigentes, licores e sabores

Vestiu-se de princesa.
ficou bela como nunca.
Como o pôr-de-sol.
Uma estrela cadente.
Uma pena de beija-flor,
Um leque japonês,
Uma cachoeira para os dias de calor.

Mas o efeito de seu feitiço estava na tinta da caneta que levava a tiracolo.
Nossor
Para receber os agrados precisava assinar um comprovante de que ela o visitara.

A tinta da caneta era mágica, ela em poucos minutos fazia desaparecer todo o texto. A folha em branco ficaria limpa,
intocável.
Invisível.
Irretocável
E aí Nossor, o inapagável deixaria de existir.
Nossor é Nossor.

Vem dos tempos remotos.
Seus ancestrais tinham barbas e antes de NOSSOR, assinavam NABUCO
Dominaram o mundo.
O mundo ficava entre os rios Tigre e Eufrates.
Criaram cidades fabulosas,
criaram jardins suspensos.
E uma torre.

Nossor é Nossor.
Ladino como bicho esperto.
Ágil e danado como o Saci e
Rápido como bote de sucuri.

Sagaz como Emília
Sábio como o Sabugosa.

Nossor
gostou do licores e dos sabores. Licores e sabores. Sabores e licores. Licores e sabores. Sabores e licores.

Brindou com a bruxa bonita , as taças fizeram tim tim, uma, duas, três, cinco: licores & sabores, sabores & licores. Lic…

A bruxa não perdeu tempo. Notou que Nossor não terminava as palavras: licore & sabor, sab e lic

Nossor estava no papo. Em seu poder.

De posse da caneta com tinta
aparentemente azul lavável Quink da Parker

Disse para Nossor:

- ASSINE AQUI, preciso de sua assinatura para mostrar lá no serviço que estive aqui, e apontou com o dedo indicador a linha que. Nossor deveria assinar. NOSSORolhou a linha e viu uma linha de trem interminável, viu também a linha do Equador e a linha de cerzir horizontes.

- Um momento, pediu Nossor. Vamos brindar este acontecimento. Quero fazer tim tim de novo.
- Deixei a minha taça em cima da mesa, disse a bruxa.

Enquanto a linda bruxa foi à mesa buscar a taça,.

Nossor, o esperto, o ladino, o perspicaz, após esvaziar a sua taça, encheu-a com a tinta tipo azul lavável QUINK da Parker.

A bruxa pegou a taça vazia.

– Encha sua taça de licores e sabores, disse Nossor com a voz sonâmbula.. A bruxa obedeceu. Nossor, o ladino , proprôs: -
-
- Você bebe em minha taça e eu bebo na sua.
- ÀS suas ordens, disse a bruxa, prevendo o fim de Nossor, o inapagável

BOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

Cadê a bruxa?

Evaporou-se?
Virou espaço?
nuvem branca?
Fumaça?

e Nossor, continua
incólume
Babilônico
Glabro
Incorrigivel´
Irreprimível
iniludível
impagável

inapagável

ronaldclaver em 28-0214

recorer

recorramos ao amor antes que o rio seque, a flor embrutece e a primavera fenece.
recorramos ao beijo antes que a chuva e nos molhe de delícias

viagens

dezembro e janeiro convidam-nos para cair na estrada. já estive em salvador, boipeba, valadares, guriri e hoje vou a mariana. enquanto viajamos, vocês nos adolescendo aos poucos e de repente a gente comete um texto todo de quando a gente tinha 15 anos:

Você é meu doce de coco , meu olhar perdido, minha linha do horizonte, minha matutina manhã, água que renova e refaz os sonhos. Água que batiza os delicados e inofensivos pecados, meu mergulho e meus vôos nas funduras de seu corpo.
Você uma gostosura sem tamanho ou distância.
Você é meu carnaval, minha aquarela, minha bandeira,minhas cores e arco-íris, meu bloco na rua, meu samba, minha dança, minha fantasia, minha cerva, minha natação, meu time do coração.
Você é meu poema de amor, meu sonho, meu livro, minha palavra favorita e mágica, meu sabonete, água sempre manhã despertando o amor que se esconde nos poros.
Você e minha estrela vespertina, é a tarde que quer ser sempre azul, minha brisa, minha lua cheia ou crescente, meu jardim de delícias, meu caderno sempre novo, minha caneta de sonhos, meu chope gelado.
Você tudo isto e mais alguma coisa que ser percebe nos esconsos do rio, nas funduras das águas, nos mistérios das estrelas, na imensidão do universo, nas areias das praias e dos desertos.
Você é mais do que isso

conversa com as janelas de janeiro

CONVERSA COM AS JANELAS DE JANEIRO

Janus é um deus bifronte. Seus olhos são janelas que se abrem para dentro e para fora.

Ela me olha com olhos oblíquos enquanto vislumbro suas coxas com meus olhos côncavos.
Meus dedos passeiam no mapa de seu corpo descobrindo ilhas trilhas e no linho de suas linhas bebo as delícias do Éden.
Caminho no serpentear da serpente sedutora e saboreio as macias maçãs de Lilith.
Hilda Hilst acha graça e diz que a loucura não existe, é apenas um aperitivo que se bebe na boca do outro.
A janela que se fecha pode ser um beijo de desejo, uma bela conta bancária, uma rosa de solidariedade, um túnel sem esquinas.
Fica sempre aquela vontade de te possuir em cima da mesa do bar, entre garrafas de confidências e pastéis de amor perfeito.
A janela que se abre pode ser um jeito de mover o controle remoto de seu coração, de dormir sem remorsos em seus pesadelos, de ouvir Bach e sonhar nuvens, de trafegar um túnel sem dentadura e de avançar o sinal vermelho de sua lascívia e confessar que nunca leu nem entendeu Ulisses de Joyce. Gregório de Matos acha graça nisto tudo e diz que o amor dos poetas carece de pegadas e trombadas e que há muitos adjetivos e metáforas. Propõe o amor tropical, sugere que as acvobacias do Sutra sejam realizadas na cama de sol, cerveja, sal e vatapá. Uma janela se fecha para dentro da memória em dissipação e outra mergulha na possível realidade.
ronaldclaver

férias e chuva

aqui em salvador a chuva faz parte da paisagem. chove de manhã, de noite, à tarde e o calor continua. chove tanto que a gente nem percebe mais os intervalos dos pingos. boipeba, a ilha, nos espera, lá também chove e não há tv,celular,jornal, etc. estou ampliando a minha biblioteca. todo dia leio um livro, como estamos sempre adiando a viagem para a ilha, preciso sempre repor o estoque. lá, com chuva, a leitura é uma bênção. o verão chega dia 21 e sempre há um mar de férias no corpo amado.