nossor, o

NossOr, o

Inapagável

Ronaldclaver – 28/02/14

a primeira vez que tentaram apagar NoSsor, foi em vão ou no vão da página em branco?

Por mais que a borracha Zap 40 Escolar passasse em cima dele, do nome dele
NoSSor
ficava mais nítido,

claro como alvorada

exuberante como nascer do sol no oceano e nas montanhas,

claro como canto de galo em madrugada fria

claro e nítido como lua cheia,

na verdade, NossOr queria sempre o sol NoSsor subiu

NO ALTO DA TORRE DE RAPUNZEL

OU ERA Da torre dE BABEL?

proclamou:

sou e continuo
InaPAGÁVEL , sou incólume(incólume?)*
E impagável (impagável?)

(**) N.P. Em livro de gente grande, gente metida a besta, usa-se muito a sigla NT (nota do tradutor) é chique ler tradução, dá um certo verniz. Sempre que se pergunta alguém sobre o que está lendo, este alguém diz: estou lendo Joyce, Sartre, ninguém diz que está lendo Machado, Graciliano, fulano de tal, etc. O nosso é NP significa . Nota do personagem. Personagem é pessoa inventada, né, fessora?. São palavras que estranhamente invadem o meu mundo, o nosso mundo,como esta duas,(incólume e impagáve) agora sou um sujeito incólume, estou são e salvo, indene, i,é, íntegro acima de qualquer suspeita e precioso, impagável, impagável?)

noSsoR

era um ancião?
Um deão?
Um gideão?
Um peão?
Um cão? Um Tgrandão?

Um mago?
Um afago?
Um gago?

O que era Nossor ?
Um tambor?
Um furor?
Um Gestor?
Um favor?

Um senhor que passeava nas terras do
Orbit?
Do Magritte?
Ou do Omelite?

Ou era um simples itinerante,
um Viajante
andante
Um extragavante?

ou um eterno
janelante? (janelante?)

As barbas de NOSSOR eram ancestrais?
Monumentais? Catedrais?

Tinham a dimensão de uma onda gigante ou era do tamanho de uma tromba de elefante?

NOSSOR,
tinha barba ou não tinha BARBA?
eram samambaias que escorriam nas casas suburbanas, nos quintais e alpendres dos santanas e dos quintanas?

Eram azuis, amarelas, ou se guardavam nas aquarelas da menina Gabriela?

CREIO QUE NOSSOR
Nem barba tinha, gostava de ficar na janela apreciando as paisagens e as curvas da INSINUANTE manuela.
E brincando de eco com o vento, CONFESSAVA:
eu sou glabro. E o vento respondia; ABRO, ABRO, ABRO.

NOSSOR era glabro. (glabro*?)

(NP: Glabro – adj. Sem barba, imberbe: jovem glabro. A palavra escrita ao contrário: orbalg. Rima com glabro descalabro candelabro macabro labro. E Nossor ao contrário? Rosson? Enquanto Nossor rumina e cofiava sua ex-barba, estavam arquitetando um nova maneira de apagÁ-lo)

SEGUNDA TENTATIVA : TENTARAM APAGAR nossor, o inapagável, com o corretivo em líquid paper made in China. Resulstado; TCHAM, TCHAM,TCHAM
Não CONSEGUIRAM. O NOME DE NOSSOR FICOU MAIS NÍTIDO NA PÁGINA EM BRANCO. Nossor

DÚVIDA QUASE ATROZ OU CRUEL.
Nossor, o inapagável, era parente do NABUCO OU SERIA, O CONTRÁRIO?

NOSSOR DO NABUCO
OU NABUCODONOSSOR?

Será que o NOssor tinha algum parentesco com o rei de Babilônia?

ENQUANTO PAIRA A DÚVIDA CRUEL E QUASE ATROZ, ELENCAREMOS (ELENCAR?*). Não seria Alencar? QUE COISA MAIS Xus nem bus.
(NP.Elencar de elenco. Alencar pai de Iracema, de Ceci e Peri).

1º – NOSSOR nunca PLANTou JARDINS. FLUTUANTES ou SUSPENSOS

2º – Nossor não era pai de Nabuco.
.

3º – Nossor era assazinapagável era

8º – Nabuco era Nabuco, & Nossor é Nossor.
Nabucodonossor foi rei da Babilônia, conquistou o mundo. Seu reino ficava na Mesopotânia,
o nosso Nossor nunca quis ser rei, mas é inapagável.

(NP: Babilônia era uma cidade de beleza e luxo. Era cercada por imensos muros e gigantescas portas, além de um profundo fosso rodeando os muros. Babilônia era considerada uma cidade inexpugnável. O Rio Eufrates cortava a cidade em diagonal, sob os muros, fertilizando os maravilhosos jardins. Foi lá que construíram a Torre de Babel) (NP: Uma pergunta ASSSAZ (assaz?*) Ah, esta é mole: assaz é bastante, basta?)

RAPUNZEL estava na Torre de Babel ou na torre da bruxa?
Não, não e não.
O nossor nosso que tinha nabuco no nome, não era o rei da Babilônia, nunca quis subir aos céus escalando uma torre, escalar os cabelos de Rapunzel, cheios de mel, poderia ser uma possibilidade.
Nossor pensava, pensava, pensava quando quiseram apagá-lo pela terceira vez.
TERCEIRA TENTATIVA:
Desta vez utilizaram um estilete CIS – WARNING SHARP BLAKE –
O NOME DE NOSSOR FOI ARRANHADO, QUASE RASGADO, RESISTIU, COMO RESISTIRAM OS CABELOS DA BELA Rapanzel.
E à medida que o estilete machucava o NOSSOR,
o seu nome adquiria forças, ficava cada vez mais forte, como as tranças de rapunzel. E o nome nossor ficou mais uma vez ímpavido na página em branco.

Rapunzel, a germânica teve duas vidas. Casou-se duas vezes com o mesmo príncipe. A primeira vez aconteceu em 1698 e sua madrinha e mãe, Charlotte-Rose de Caumont de La Force deu-lhe o nome de Persinette. (Persinette?*)
(NP:) Se no Vale do Jequitinhonha Edileusa é comum, Persinette que motivou a criação do Chevette e da Net era também comum nas terras dos músicos de Bremen.)
O segundo casamento de Rapunzel aconteceu em 1812, seus padrinhos e pais eram os Irmãos Grimm.
E quando será o terceiro casamento e com quem? Será que será com NOSSOR, o inapagável. E se alguém apagá-lo antes? Rapunzel fica viúva?
A história de Rapunzel todos sabem, mas vamos contá-la de novo.
A Rapunzel era uma princesa, uma bruxa má aprixionou-a no alto da torre e lá ficou a vida toda. O cabelo da menina cresceu, cresceu, cresceu, nunca foi cortado e foi conservado como uma gigantesca trança. Um dia, há sempre um dia, um príncipe, bonito pra chuchu, passando pelo local, ouviu Rapunzel cantando, e decide salvá-la das garras da bruxa. Ao enfrentar a vilã, é castigado com uma cegueira total. Mas, no final da história, sua visão é recuperada pelas lágrimas da amada, e o casal se casa e conseguem o esperado final feliz. (Foram felizes para sempre, né?)

Será que NOSSOR ficará cego?
Será que vale a pena ficar cego por alguém?
O coração é cego?
O amor é cego?
Um poeta dizia que tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Este mesmo poeta disse que todo poeta é um fingidor. (O poeta finge? Ou faz parte do ofício?*) o CAMALEÃO FINGE? Nossor é poeta?
Se existe o amor cego, existe o vôo cego e nó cego, nego?..
NOSSOR É um alucinado, um prego? Um embotado, obnubilado(epa, o que isto está fazendo aqui?).
(*NP: o poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente. Tudo vale a pena /Se a alma não é pequena. Fernando Pessoa. Poeta de Portugal e seu mar português, tomou papudo?)

Quarta tentativa de apagar NOSSOR, O INAPAGÁVEL.

A BRUXA QUE NÃO SE CONFORMAVA COM O CASAMENTO DE Rapunzel com o príncipe, resolveu a questão dando ao príncipe um reino muito rico e próspero que ficava do outro lado do oceano, em troca, ele deveria abandonar a princesa.
O príncipe que a princípio não tinha nenhum principio topou. E foi morar nas terras de Sam, o tio.
A princesa não se abalou, sabia que outro príncipe apareceria e ficou no seu canto esperando o trem passar, a vaca pastar, o tempo passar.
Enquanto as coisas passavam e pastavam, ela cantava.
As princesas ricas gostam de cantar e esperar.
A Bela Adormecida esperou cem anos e acordou ainda mais bonita.
Sonhar é bom. Chorar areja os olhos.
A bruxa que não gosta de esperar, não chora, não sonha viu
no espelho a figura de Nossor, o belo,
o cego de amor, o do amor total,
do amor imortal.
O inapagável, o impagável.
A bruxa sabia que Nossor queria Rapunzel.
A bruxa precisava apagar Nossor. Assim a princesa morreria de tédio ou de sono.
Preparou para nosso NOssor um bebida que parecia um sonho. Sabia que Nossor apreciava as delicias dos néctares e dos sucos, dos licores e sabores.

Fingiu ser uma representante de uma nova bebida que surgia no mercado.
Nossor foi um dos escolhidos pela empresa para testar o novo produto que iria revolucionar a indústria dos sucos e refrigentes, licores e sabores

Vestiu-se de princesa.
ficou bela como nunca.
Como o pôr-de-sol.
Uma estrela cadente.
Uma pena de beija-flor,
Um leque japonês,
Uma cachoeira para os dias de calor.

Mas o efeito de seu feitiço estava na tinta da caneta que levava a tiracolo.
Nossor
Para receber os agrados precisava assinar um comprovante de que ela o visitara.

A tinta da caneta era mágica, ela em poucos minutos fazia desaparecer todo o texto. A folha em branco ficaria limpa,
intocável.
Invisível.
Irretocável
E aí Nossor, o inapagável deixaria de existir.
Nossor é Nossor.

Vem dos tempos remotos.
Seus ancestrais tinham barbas e antes de NOSSOR, assinavam NABUCO
Dominaram o mundo.
O mundo ficava entre os rios Tigre e Eufrates.
Criaram cidades fabulosas,
criaram jardins suspensos.
E uma torre.

Nossor é Nossor.
Ladino como bicho esperto.
Ágil e danado como o Saci e
Rápido como bote de sucuri.

Sagaz como Emília
Sábio como o Sabugosa.

Nossor
gostou do licores e dos sabores. Licores e sabores. Sabores e licores. Licores e sabores. Sabores e licores.

Brindou com a bruxa bonita , as taças fizeram tim tim, uma, duas, três, cinco: licores & sabores, sabores & licores. Lic…

A bruxa não perdeu tempo. Notou que Nossor não terminava as palavras: licore & sabor, sab e lic

Nossor estava no papo. Em seu poder.

De posse da caneta com tinta
aparentemente azul lavável Quink da Parker

Disse para Nossor:

- ASSINE AQUI, preciso de sua assinatura para mostrar lá no serviço que estive aqui, e apontou com o dedo indicador a linha que. Nossor deveria assinar. NOSSORolhou a linha e viu uma linha de trem interminável, viu também a linha do Equador e a linha de cerzir horizontes.

- Um momento, pediu Nossor. Vamos brindar este acontecimento. Quero fazer tim tim de novo.
- Deixei a minha taça em cima da mesa, disse a bruxa.

Enquanto a linda bruxa foi à mesa buscar a taça,.

Nossor, o esperto, o ladino, o perspicaz, após esvaziar a sua taça, encheu-a com a tinta tipo azul lavável QUINK da Parker.

A bruxa pegou a taça vazia.

– Encha sua taça de licores e sabores, disse Nossor com a voz sonâmbula.. A bruxa obedeceu. Nossor, o ladino , proprôs: -
-
- Você bebe em minha taça e eu bebo na sua.
- ÀS suas ordens, disse a bruxa, prevendo o fim de Nossor, o inapagável

BOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

Cadê a bruxa?

Evaporou-se?
Virou espaço?
nuvem branca?
Fumaça?

e Nossor, continua
incólume
Babilônico
Glabro
Incorrigivel´
Irreprimível
iniludível
impagável

inapagável

ronaldclaver em 28-0214

há tempo ou tempus fugit

O tempo passa, o tempo foge. estamos em maio. choveu em abril e maio. e minha ausência deste pequeno latifúndio está me fazendo falta. fui ao Flit de Santa Luzia. O GAlo foi campeão mineiro e tenta continuar na Libertadores. O campeonato nacional vai começar. E nada de eu comparecer neste “pedaço”. faço-o agora com a história de Nossor, não o Nabuco, o inapagável:
NossOr, o

Inapagável

Ronaldclaver – 28/02/14

a primeira vez que tentaram apagar NoSsor, foi em vão ou no vão da página em branco?

Por mais que a borracha Zap 40 Escolar passasse em cima dele, do nome dele
NoSSor
ficava mais nítido,

claro como alvorada

exuberante como nascer do sol no oceano e nas montanhas,

claro como canto de galo em madrugada fria

claro e nítido como lua cheia,

na verdade, NossOr queria sempre o sol NoSsor subiu

NO ALTO DA TORRE DE RAPUNZEL

OU ERA Da torre dE BABEL?

proclamou:

sou e continuo
InaPAGÁVEL , sou incólume(incólume?)*
E impagável (impagável?)

(**) N.P. Em livro de gente grande, gente metida a besta, usa-se muito a sigla NT (nota do tradutor) é chique ler tradução, dá um certo verniz. Sempre que se pergunta alguém sobre o que está lendo, este alguém diz: estou lendo Joyce, Sartre, ninguém diz que está lendo Machado, Graciliano, fulano de tal, etc. O nosso é NP significa . Nota do personagem. Personagem é pessoa inventada, né, fessora?. São palavras que estranhamente invadem o meu mundo, o nosso mundo,como esta duas,(incólume e impagáve) agora sou um sujeito incólume, estou são e salvo, indene, i,é, íntegro acima de qualquer suspeita e precioso, impagável, impagável?)

noSsoR

era um ancião?
Um deão?
Um gideão?
Um peão?
Um cão? Um Tgrandão?

Um mago?
Um afago?
Um gago?

O que era Nossor ?
Um tambor?
Um furor?
Um Gestor?
Um favor?

Um senhor que passeava nas terras do
Orbit?
Do Magritte?
Ou do Omelite?

Ou era um simples itinerante,
um Viajante
andante
Um extragavante?

ou um eterno
janelante? (janelante?)

As barbas de NOSSOR eram ancestrais?
Monumentais? Catedrais?

Tinham a dimensão de uma onda gigante ou era do tamanho de uma tromba de elefante?

NOSSOR,
tinha barba ou não tinha BARBA?
eram samambaias que escorriam nas casas suburbanas, nos quintais e alpendres dos santanas e dos quintanas?

Eram azuis, amarelas, ou se guardavam nas aquarelas da menina Gabriela?

CREIO QUE NOSSOR
Nem barba tinha, gostava de ficar na janela apreciando as paisagens e as curvas da INSINUANTE manuela.
E brincando de eco com o vento, CONFESSAVA:
eu sou glabro. E o vento respondia; ABRO, ABRO, ABRO.

NOSSOR era glabro. (glabro*?)

(NP: Glabro – adj. Sem barba, imberbe: jovem glabro. A palavra escrita ao contrário: orbalg. Rima com glabro descalabro candelabro macabro labro. E Nossor ao contrário? Rosson? Enquanto Nossor rumina e cofiava sua ex-barba, estavam arquitetando um nova maneira de apagÁ-lo)

SEGUNDA TENTATIVA : TENTARAM APAGAR nossor, o inapagável, com o corretivo em líquid paper made in China. Resulstado; TCHAM, TCHAM,TCHAM
Não CONSEGUIRAM. O NOME DE NOSSOR FICOU MAIS NÍTIDO NA PÁGINA EM BRANCO. Nossor

DÚVIDA QUASE ATROZ OU CRUEL.
Nossor, o inapagável, era parente do NABUCO OU SERIA, O CONTRÁRIO?

NOSSOR DO NABUCO
OU NABUCODONOSSOR?

Será que o NOssor tinha algum parentesco com o rei de Babilônia?

ENQUANTO PAIRA A DÚVIDA CRUEL E QUASE ATROZ, ELENCAREMOS (ELENCAR?*). Não seria Alencar? QUE COISA MAIS Xus nem bus.
(NP.Elencar de elenco. Alencar pai de Iracema, de Ceci e Peri).

1º – NOSSOR nunca PLANTou JARDINS. FLUTUANTES ou SUSPENSOS

2º – Nossor não era pai de Nabuco.
.

3º – Nossor era assazinapagável era

8º – Nabuco era Nabuco, & Nossor é Nossor.
Nabucodonossor foi rei da Babilônia, conquistou o mundo. Seu reino ficava na Mesopotânia,
o nosso Nossor nunca quis ser rei, mas é inapagável.

(NP: Babilônia era uma cidade de beleza e luxo. Era cercada por imensos muros e gigantescas portas, além de um profundo fosso rodeando os muros. Babilônia era considerada uma cidade inexpugnável. O Rio Eufrates cortava a cidade em diagonal, sob os muros, fertilizando os maravilhosos jardins. Foi lá que construíram a Torre de Babel) (NP: Uma pergunta ASSSAZ (assaz?*) Ah, esta é mole: assaz é bastante, basta?)

RAPUNZEL estava na Torre de Babel ou na torre da bruxa?
Não, não e não.
O nossor nosso que tinha nabuco no nome, não era o rei da Babilônia, nunca quis subir aos céus escalando uma torre, escalar os cabelos de Rapunzel, cheios de mel, poderia ser uma possibilidade.
Nossor pensava, pensava, pensava quando quiseram apagá-lo pela terceira vez.
TERCEIRA TENTATIVA:
Desta vez utilizaram um estilete CIS – WARNING SHARP BLAKE –
O NOME DE NOSSOR FOI ARRANHADO, QUASE RASGADO, RESISTIU, COMO RESISTIRAM OS CABELOS DA BELA Rapanzel.
E à medida que o estilete machucava o NOSSOR,
o seu nome adquiria forças, ficava cada vez mais forte, como as tranças de rapunzel. E o nome nossor ficou mais uma vez ímpavido na página em branco.

Rapunzel, a germânica teve duas vidas. Casou-se duas vezes com o mesmo príncipe. A primeira vez aconteceu em 1698 e sua madrinha e mãe, Charlotte-Rose de Caumont de La Force deu-lhe o nome de Persinette. (Persinette?*)
(NP:) Se no Vale do Jequitinhonha Edileusa é comum, Persinette que motivou a criação do Chevette e da Net era também comum nas terras dos músicos de Bremen.)
O segundo casamento de Rapunzel aconteceu em 1812, seus padrinhos e pais eram os Irmãos Grimm.
E quando será o terceiro casamento e com quem? Será que será com NOSSOR, o inapagável. E se alguém apagá-lo antes? Rapunzel fica viúva?
A história de Rapunzel todos sabem, mas vamos contá-la de novo.
A Rapunzel era uma princesa, uma bruxa má aprixionou-a no alto da torre e lá ficou a vida toda. O cabelo da menina cresceu, cresceu, cresceu, nunca foi cortado e foi conservado como uma gigantesca trança. Um dia, há sempre um dia, um príncipe, bonito pra chuchu, passando pelo local, ouviu Rapunzel cantando, e decide salvá-la das garras da bruxa. Ao enfrentar a vilã, é castigado com uma cegueira total. Mas, no final da história, sua visão é recuperada pelas lágrimas da amada, e o casal se casa e conseguem o esperado final feliz. (Foram felizes para sempre, né?)

Será que NOSSOR ficará cego?
Será que vale a pena ficar cego por alguém?
O coração é cego?
O amor é cego?
Um poeta dizia que tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Este mesmo poeta disse que todo poeta é um fingidor. (O poeta finge? Ou faz parte do ofício?*) o CAMALEÃO FINGE? Nossor é poeta?
Se existe o amor cego, existe o vôo cego e nó cego, nego?..
NOSSOR É um alucinado, um prego? Um embotado, obnubilado(epa, o que isto está fazendo aqui?).
(*NP: o poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente. Tudo vale a pena /Se a alma não é pequena. Fernando Pessoa. Poeta de Portugal e seu mar português, tomou papudo?)

Quarta tentativa de apagar NOSSOR, O INAPAGÁVEL.

A BRUXA QUE NÃO SE CONFORMAVA COM O CASAMENTO DE Rapunzel com o príncipe, resolveu a questão dando ao príncipe um reino muito rico e próspero que ficava do outro lado do oceano, em troca, ele deveria abandonar a princesa.
O príncipe que a princípio não tinha nenhum principio topou. E foi morar nas terras de Sam, o tio.
A princesa não se abalou, sabia que outro príncipe apareceria e ficou no seu canto esperando o trem passar, a vaca pastar, o tempo passar.
Enquanto as coisas passavam e pastavam, ela cantava.
As princesas ricas gostam de cantar e esperar.
A Bela Adormecida esperou cem anos e acordou ainda mais bonita.
Sonhar é bom. Chorar areja os olhos.
A bruxa que não gosta de esperar, não chora, não sonha viu
no espelho a figura de Nossor, o belo,
o cego de amor, o do amor total,
do amor imortal.
O inapagável, o impagável.
A bruxa sabia que Nossor queria Rapunzel.
A bruxa precisava apagar Nossor. Assim a princesa morreria de tédio ou de sono.
Preparou para nosso NOssor um bebida que parecia um sonho. Sabia que Nossor apreciava as delicias dos néctares e dos sucos, dos licores e sabores.

Fingiu ser uma representante de uma nova bebida que surgia no mercado.
Nossor foi um dos escolhidos pela empresa para testar o novo produto que iria revolucionar a indústria dos sucos e refrigentes, licores e sabores

Vestiu-se de princesa.
ficou bela como nunca.
Como o pôr-de-sol.
Uma estrela cadente.
Uma pena de beija-flor,
Um leque japonês,
Uma cachoeira para os dias de calor.

Mas o efeito de seu feitiço estava na tinta da caneta que levava a tiracolo.
Nossor
Para receber os agrados precisava assinar um comprovante de que ela o visitara.

A tinta da caneta era mágica, ela em poucos minutos fazia desaparecer todo o texto. A folha em branco ficaria limpa,
intocável.
Invisível.
Irretocável
E aí Nossor, o inapagável deixaria de existir.
Nossor é Nossor.

Vem dos tempos remotos.
Seus ancestrais tinham barbas e antes de NOSSOR, assinavam NABUCO
Dominaram o mundo.
O mundo ficava entre os rios Tigre e Eufrates.
Criaram cidades fabulosas,
criaram jardins suspensos.
E uma torre.

Nossor é Nossor.
Ladino como bicho esperto.
Ágil e danado como o Saci e
Rápido como bote de sucuri.

Sagaz como Emília
Sábio como o Sabugosa.

Nossor
gostou do licores e dos sabores. Licores e sabores. Sabores e licores. Licores e sabores. Sabores e licores.

Brindou com a bruxa bonita , as taças fizeram tim tim, uma, duas, três, cinco: licores & sabores, sabores & licores. Lic…

A bruxa não perdeu tempo. Notou que Nossor não terminava as palavras: licore & sabor, sab e lic

Nossor estava no papo. Em seu poder.

De posse da caneta com tinta
aparentemente azul lavável Quink da Parker

Disse para Nossor:

- ASSINE AQUI, preciso de sua assinatura para mostrar lá no serviço que estive aqui, e apontou com o dedo indicador a linha que. Nossor deveria assinar. NOSSORolhou a linha e viu uma linha de trem interminável, viu também a linha do Equador e a linha de cerzir horizontes.

- Um momento, pediu Nossor. Vamos brindar este acontecimento. Quero fazer tim tim de novo.
- Deixei a minha taça em cima da mesa, disse a bruxa.

Enquanto a linda bruxa foi à mesa buscar a taça,.

Nossor, o esperto, o ladino, o perspicaz, após esvaziar a sua taça, encheu-a com a tinta tipo azul lavável QUINK da Parker.

A bruxa pegou a taça vazia.

– Encha sua taça de licores e sabores, disse Nossor com a voz sonâmbula.. A bruxa obedeceu. Nossor, o ladino , proprôs: -
-
- Você bebe em minha taça e eu bebo na sua.
- ÀS suas ordens, disse a bruxa, prevendo o fim de Nossor, o inapagável

BOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

Cadê a bruxa?

Evaporou-se?
Virou espaço?
nuvem branca?
Fumaça?

e Nossor, continua
incólume
Babilônico
Glabro
Incorrigivel´
Irreprimível
iniludível
impagável

inapagável

ronaldclaver em 28-0214

recorer

recorramos ao amor antes que o rio seque, a flor embrutece e a primavera fenece.
recorramos ao beijo antes que a chuva e nos molhe de delícias

viagens

dezembro e janeiro convidam-nos para cair na estrada. já estive em salvador, boipeba, valadares, guriri e hoje vou a mariana. enquanto viajamos, vocês nos adolescendo aos poucos e de repente a gente comete um texto todo de quando a gente tinha 15 anos:

Você é meu doce de coco , meu olhar perdido, minha linha do horizonte, minha matutina manhã, água que renova e refaz os sonhos. Água que batiza os delicados e inofensivos pecados, meu mergulho e meus vôos nas funduras de seu corpo.
Você uma gostosura sem tamanho ou distância.
Você é meu carnaval, minha aquarela, minha bandeira,minhas cores e arco-íris, meu bloco na rua, meu samba, minha dança, minha fantasia, minha cerva, minha natação, meu time do coração.
Você é meu poema de amor, meu sonho, meu livro, minha palavra favorita e mágica, meu sabonete, água sempre manhã despertando o amor que se esconde nos poros.
Você e minha estrela vespertina, é a tarde que quer ser sempre azul, minha brisa, minha lua cheia ou crescente, meu jardim de delícias, meu caderno sempre novo, minha caneta de sonhos, meu chope gelado.
Você tudo isto e mais alguma coisa que ser percebe nos esconsos do rio, nas funduras das águas, nos mistérios das estrelas, na imensidão do universo, nas areias das praias e dos desertos.
Você é mais do que isso

conversa com as janelas de janeiro

CONVERSA COM AS JANELAS DE JANEIRO

Janus é um deus bifronte. Seus olhos são janelas que se abrem para dentro e para fora.

Ela me olha com olhos oblíquos enquanto vislumbro suas coxas com meus olhos côncavos.
Meus dedos passeiam no mapa de seu corpo descobrindo ilhas trilhas e no linho de suas linhas bebo as delícias do Éden.
Caminho no serpentear da serpente sedutora e saboreio as macias maçãs de Lilith.
Hilda Hilst acha graça e diz que a loucura não existe, é apenas um aperitivo que se bebe na boca do outro.
A janela que se fecha pode ser um beijo de desejo, uma bela conta bancária, uma rosa de solidariedade, um túnel sem esquinas.
Fica sempre aquela vontade de te possuir em cima da mesa do bar, entre garrafas de confidências e pastéis de amor perfeito.
A janela que se abre pode ser um jeito de mover o controle remoto de seu coração, de dormir sem remorsos em seus pesadelos, de ouvir Bach e sonhar nuvens, de trafegar um túnel sem dentadura e de avançar o sinal vermelho de sua lascívia e confessar que nunca leu nem entendeu Ulisses de Joyce. Gregório de Matos acha graça nisto tudo e diz que o amor dos poetas carece de pegadas e trombadas e que há muitos adjetivos e metáforas. Propõe o amor tropical, sugere que as acvobacias do Sutra sejam realizadas na cama de sol, cerveja, sal e vatapá. Uma janela se fecha para dentro da memória em dissipação e outra mergulha na possível realidade.
ronaldclaver

férias e chuva

aqui em salvador a chuva faz parte da paisagem. chove de manhã, de noite, à tarde e o calor continua. chove tanto que a gente nem percebe mais os intervalos dos pingos. boipeba, a ilha, nos espera, lá também chove e não há tv,celular,jornal, etc. estou ampliando a minha biblioteca. todo dia leio um livro, como estamos sempre adiando a viagem para a ilha, preciso sempre repor o estoque. lá, com chuva, a leitura é uma bênção. o verão chega dia 21 e sempre há um mar de férias no corpo amado.

bahia

estou em salvador. o calor daqui tem dimensões medievais. chove e a temperatura é de um alto forno. mas há o mar e tudo se resolve. caminhar no calçadão do farol da barra é um privil´gio. o verão ainda não se instalou e quando instalar poderemos dizer que há um mar na férias de seu corpo

nova escola literária: Mínimos poemas, poemas mínimos.

1 -vem aí mais uma edição da noite da poesia e da cachaça. dia 18 de outubro(sábado) a partir das 19h, no Canto das Águas, Rio Acima. Garanto que será supimpa. espero por vocês.
2 – estou lançando mais uma escola literária (muita pretensão, não é?). trata-se do “MÍNIMO POEMA” ou POEMAS MÍNIMOS.
teoria: é um poema de apenas 2 (dois versos), o número de palavras em cada verso é aleatório. é necessário uma dose de emoção, encantamento, paixão. caso não tenha estes ingredientes que tenha TESÃO. jogo de palavras, aliterações, repetições, também valem.
Ex:
a noite com sua mão de veludo adormece meus sonhos
nos seus
abraçar o abraço abrasa
o coração
no amanhecer dos olhos
sua presença
jogo-me em seus braços. são quatro braços
e um só abraço

o amor faz cócegas
no coração
a chuva fina é uma escrita
delicada
o amor é um pedrinha
de encantamento.

vamos praticar?

poesia e cachaça

quinta, dia 21, no quintal da Ed. Lê, teremos mais uma edição, aliás, a sexta na Lê: eis o texto:

Poesia e cachaça para Editora Lê – 2014 – Arrumação, alegorias, seleção, produção ronaldclaver

RONALD -COPINHO BRANQUINHO, Ronald
COM UMA PINTINHA PRETINHA NO FUNDO.

SALVE DOM PEDRO PRIMEIRO, SALVE DOM PEDRO SEGUNDO QUE DEIXOU NÓS DOIS PRA GOVERNAR O MUNDO.

VALEI-ME NOSSA SENHORA DE NAZARÉ.
VACA MANSA DÁ LEITE, A BRABA QUANDO QUISÉ.

PINGA QUE DESCE NA GOELA, PINGA QUE DESCE QUEIMANDO, MUIÉ QUE TREPA GRITANDO, NÃO É DEFEITO NÃO, MEU CUMPADRE, É QUALIDADE.

Jair – L’AFFAIRE SARDINHA – José Paulo Paes
O bispo ensinou ao bugre Que pão não é pão, mas Deus
Presente em eucaristia/E como um dia faltasse/Pão ao bugre, ele comeu/O bispo, eucaristicamente
Juçara -POEMINHA DE PARVOÍCE SEM CONTA
ESTAVA ENGARAPADO QUANDO VOCÊ GROSSELHAVA.
A GIRAFA GIRAVA DENTRO DO COPO DE GIM
E A GUILHOTINA PERDEU O FIO DA NAVALHA.
TUDO GRAMÁTICA SEM SUJEITO OCULTO,
DE VEZ EM QUANDO ARRISCAVA UM OBJETO DIRETO
FOI QUANDO OLHEI O ESPELHO E TE VI TRANSPARENTE E PUTA.
ERA A LUA CHEIA? NÃO, NÃO ERA.
ERA A GRAMA QUE GRAMAVA OS OLHOS
ELA NÃO ERA VERDE NEM FUSCA.
ERA UM MERCEDES MARROQUINO
EM MOEDA, MÓI-SE A MANHA E A NÃNA
NÃO HÁ GLOSAS, RIMAS E LIMAS
HÁ GERALDOS , GÊMEOS E GÊNIOS,
GINAS , GENTIOS E GEMIDOS. (ronaldclaver)

Jed -. NESTE MOMENTO E HORA, O POETA DRUMMOND DE ITABIRA DO MATO DENTRO, CANSADO DE SER MODERNO FICA ETERNO NA PAREDE DA MEMNÓRIA, MAS COMO DÓI (ronaldclaver)

Marilena – Quando o poeta Drummond passeava com Clara nos claros jardins daquele tempo, a menina Clara passeava no poema de Drummond e inventava outros jardins que ficaram suspensos nas babilônias e na claridade daquele tempo. Enquanto Drummond passeava nos jardins claros de Clara, Clara colhia no canteiro do coração poeta uma flor de bem-me-quer. (ronaldclaver)

Jair –Consolo na praia – Vamos, não chores… A infância está perdida.
A mocidade está perdida. Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou. O segundo amor passou. O terceiro amor passou.
Mas o coração continua. (Carlos Drummond de Andrade).

Ronald – Não se mate Carlos, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe Carlos Drummond de Andrade

Juçara – O quarto em desordem.
Na curva perigosa dos cinqüenta derrapei neste amor. Que dor! que pétala
sensível e secreta me atormenta e me provoca à síntese da flor
que não se sabe como é feita: amor, na quinta-essência da palavra, e mudo
de natural silêncio já não cabe em tanto gesto de colher e amar
a nuvem que de ambígua se dilui nesse objeto mais vago do que nuvem
e mais defeso, corpo! corpo, corpo, verdade tão final, sede tão vária, e esse cavalo solto pela cama,
a passear o peito de quem ama. CDA

Marilane/cantando: Noite Cheia de Estrelas Compositor: Cândido Das Neves

Noite alta, céu risonho A quietude é quase um sonho O luar cai sobre a mata Qual uma chuva de prata De raríssimo esplendor Só tu dormes não escutas O teu cantor Revelando à lua airosa A história dolorosa Deste amor.

Lua, manda tua luz prateada Despertar a minha amada Quero matar meus desejos Sufocá-la com meus beijos Canto E a mulher que eu amo tanto Não me escuta está dormindo Canto e por fim Nem a lua tem pena de mim Pois ao ver que quem te chama sou eu Entre a neblina se escondeu.

Lá no alto a lua esquiva Está no céu tão pensativa E as estrelas tão serenas Qual dilúvio de falenas Andam tontas ao luar Todo o astral ficou silente Para escutar O teu nome entre as endeixas Nas dolorosas queixas Ao luar.
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Marilane – CANÇÃO DE ALTA NOITE
CECÍLIA MEIRELES

ALTA NOITE, LUA QUIETA
MUROS FRIOS, PRAIA RASA

ANDAR, ANDAR, QUE UM POETA
NÃO NECESSITA DE CASA

ACABA-SE A ÚLTIMA PORTA
O RESTO É CHÃO DO ABANDONO

UM POETA, NA NOITE MORTA
NÃO NECESSITA DE SONO

ANDAR… PERDER O SEU PASSO
NA NOITE, TAMBÉM PERDIDA.

UM POETA, À MERCÊ DO ESPAÇO,
NEM NECESSITA DE VIDA.
ANDAR… ENQUANTO CONSENTE
DEUS QUE SEJA A NOITE ANDADA
PORQUE O POETA INDIFERENTE,
ANDA POR ANDAR – SOMENTE
NÃO NECESSITA DE NADA.

Ronald – lua nova ou minguante

Não importa o rádio ligado
O som alto, a voz rouca
Não me importa se a lua
Está cheia, minguante ou nova
Não importa a cerveja gelada
Seu olho triste, a voz amarga
Não, não me importa nadea
O que me importa
É o seu olho triste
A cerveja gelada
A lua nova ou crescente.

Juçara – O homem, bicho da terra tão pequeno Chateia-se na terra Lugar de muita miséria e pouca diversão, Faz um foguete, uma cápsula, um módulo Toca para a lua Desce cauteloso na lua Pisa na lua Planta bandeirola na lua Experimenta a lua Coloniza a lua Civiliza a lua Humaniza a lua. Lua humanizada: tão igual à terra.
O homem chateia-se na lua. Mas esta lua e este conhaque botam a gente comovido como o diabo.

Jair
O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais no meio da alegria, e ainda mais alegre no meio da tristeza.
Eu nasci devagar, sou é muito cauteloso, porque viver é um descuido prosseguido.

Giuseppe Ghiaroni
Pontos de Vista – Jed

Na minha infância, quando eu me excedia,
quando eu fazia alguma coisa errada,
se alguém ralhava, minha mãe dizia:
-Ele é criança , não entende nada!
Por dentro , eu ria satisfeito e mudo.
Eu era um homem, entendia tudo.
Hoje que escrevo histórias e poemas
e pareço ter tido algum estudo,
dizem quando me vêem com meus problemas:
-Ele é um homem, ele entende tudo!
Por dentro, alma confusa e atarantada,
eu sou uma criança, não entendo nada!

AMOR – Marilaner
na curva do poema te encontrei. sua boca sensualizava beijo, molhado corpo revelava o mapa dos desejos: bicos, boca, bunda eram naus, ilhas, rios, montanhas e outros relevos e mares. no portal do encontro, rabisquei palavras perigosas e me perdi em seu fogo. preciso dobrar a esquina deste poema e caprichar na caligrafia de seu corpo. ronaldclaver

Ronald – Algumas frases do Barão de Itararé: o gaúcho Apparício Torelly.
Marilane -O que se leva desta vida é a vida que a gente leva.
Jair – A criança diz o que faz, o velho diz o que fez e o idiota o que vai fazer.
.Juçara -Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.
Jed -Mantenha a cabeça fria, se quiser ideias frescas.
Jair -Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.
Marilane -Nunca desista do seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra!
Juçara -Devo tanto que, se eu chamar alguém de “meu bem”, o banco toma!
Jair -Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta
Jed -O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.
Marilane- Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo.
Jair – De onde menos se espera, daí é que não sai nada.
Jed -Precisa-se de uma boa datilógrafa. Se for boa mesmo, não precisa ser datilógrafa.

ronald – Poeta russo MAIKOVSK”suicidado” após a revolução de Lenin… escreveu, ainda no início do século XX :

Pena – Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim.
Todos – E não dizemos nada
Jair -Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão.
Todos – E não dizemos nada.
Ana -Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
Pena – e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. Dayse- E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.

Depois de Maiakovski…
Jair -Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Todos -Eu não era negro
Dayse -Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Todos – Eu também não era operário
Ronald- Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Todos – Porque eu não sou miserável
Ana -Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Ronald – Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Jair – Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Bertold Brecht (1898-1956)

Pena – 21 tipos de Orgasmos Femininos –
ronald1 -Asmática………………..: Uhh… Uhhh…uhhh

Jair -2 -Geográfica……………..: Aqui, aqui, aqui, aqui….

Pena -3 -Matemática……………: Mais, mais, mais, mais…

Jair -4 -Religiosa……………….: Ai meu Deus , ai meu Deus…

Pena -5 -Suicida………………….: Eu vou morrer , eu vou morrer…

ronald6 -Homicida……………….: Se você parar agora, eu te maaaaaatoooo!!!!

jair7 -Sorvete………………….: Ai Kibon, ai Kibon, ai Kibon…

ronald -8 -Zootecnista……………..: Vem, meu macho!!! Vem, meu Macho!!!

Pena -9 -Torcedora……………….: Vai, vai, vai…

ronald -10 -Professora de Inglês. :………… Ohhh !!! YES !!!Ohhh…My…God…!!!

Jair -11 -Margarina……………..: Que Delícia, que delícia…

Pena – 12 -Negativa………………..: Não…. Não…..Não…..

ronald -13 -Positiva………………..: Sim ..Sim… Sim…

pena -14 -Pornográfica…………..: Puta que o Pariu…vai filho da puta….

jair -15 -Serpente Indiana…….: Ssssssssss………. Ssssssssss…

ronald -16 -Professora………………: Sim …. isso ….por aí…..exato….isso…..

pena -17 -Sensitiva……………….: Tô sentindo…. tô sentindo…

ronald – 18 -Desinformada…………: O que é isso ? … O que é isso?…

jair -19 -Degustadora……………..: Ai gostoso… gostoso… gostoso…

pena -20 -Cozinheira……………..: Mexe… Mexe…Mexe…

-21 -Casada……………: Olha só, a empregada não limpou o teto!

Baile da Corte – Oswald de Andrade
Ronald e Jed
R -NO BAILE DA CORTE
FOI O CONDE D’ EU QUEM DISSE
PRA DONA BENVINDA
J -QUE FARINHA DE SURUÍ
R -PINGA DE PARATI
J – FUMO DE BAEPENDI
R- É COMÊ, J- BEBÊ, R – PITÁ, J -E CAÍ
(Oswald de Andrade)

Marilane –
QUANDO EU BEBIA, Pena
FUMAVA E FODIA, TODO MUNDO DIZIA QUE EU ME PERDIA.

HOJE NÃO FUMO, NÃO BEBO, NÃO FODO, SOU DESPREZADO POR TODOS.

POIS VOU COMEÇAR A BEBER, FUMAR E FODER
QUE É PRA TODO MUNDO SABER QUE QUEM BEBE, FUMA E FODE É PORQUE PODE.

A CACHAÇA (trechos)
Juçara
A PRIMEIRA QUEIMA A GOELA
DESCE FORTE E VAI RASGANDO,

Jed
A SEGUNDA REFESTELA
DESCE FRESCA E DESLIZANDO.

Juçara
NAS FESTAS DE “GENTE BOA”
QUASE NÃO SE FALA NELA,
MAS NA “MOITA” A TAL PATROA
É CHEGADA NA “AMARELA”.

Jair
A DANADA SEMPRE AGRADA,
SEJA PURA OU CAIPIRINHA
DENTRE TODAS DESTILADAS,
APRECIO A TAL BRANQUINHA.

Marilane
O SABOR QUE ARDE E QUEIMA
TEM AROMA ORIGINAL,
E APESAR DE TANTA TEIMA
É PREFERÊNCIA NACIONAL.

Juçara
A LENDA DIZ QUE A PRIMEIRA
FOI JESUS QUEM PRODUZIU
O QUE ME REFORÇA A CRENÇA
DE QUE DEUS É DO BRASIL.
luiz angelo vilela tannus

Dayse cantando
Você pensa que cachaça é água
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
E água vem do Ribeirão
Pode me faltar tudo na vida
Arroz, Feijão e Pão
Pode me faltar manteiga e tudo
Não faz falta não Pode me faltar
O amor Isso eu até acho graça
So não quero que me falte
A danada da cachaça.
Turma do Funil
Chegou a turma do funil
Todo mundo bebe, mas ninguém dorme no ponto
Ai, ai ninguém dorme no ponto
Nós é que bebemos e eles que ficam tontos
Chegou a turma do funil
Todo mundo bebe, mas ninguém dorme no ponto
Ai, ai ninguém dorme no ponto
Nós é que bebemos e eles que ficam tontos
Eu bebo sem compromisso
Com meu dinheiro, ninguém tem nada com isso
Aonde houver garrafa, aonde houver barril
Presente está a turma do funil

Jair
DEVE-SE QUERER DA VIDA
SEMPRE O LADO MELHOR
SE O VINHO É O SANGUE DO CRISTO
A CACHACINHA É O SUOR (Rangel Coelho de Itaúna)

Ana
BEBE-SE TANTO MEU CHAPA
AGUARDANTE NO BRASIL
QUE ATÉ O NOSSO MAPA
TEM A FORMA DE UM FUNIL (idem)

Ronald
EU BEBO PORQUE PERCEBO
QUE NÃO ADIANTA PARAR
POIS MESMO QUANDO NÃO BEBO
ME EMBRIAGO DE SEU OLHAR (idem)

Dra Neura
Dra. NEURA responde: (atenção, ao responder, utilizar nomes de pessoas presentes. Por exemplo: Meu nome é Lourdinha. Sou da Ed. Lê, etc…

Ouvinte:

- Bom dia Dra. nEURA! Meu nome é Marilane. É verdade que a gente pode engravidar em um banheiro público?
Drª.NEURA:

- Sim! Acho melhor você parar de trepar lá! Próxima!

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Ouvinte:Marilane

- Bom dia Dra. NEURA! Eu sou a Juçar e queria saber porque os homens vão embora logo depois de transar com a gente no primeiro encontro?
Drª.NEURA:

- Porque o encontro acabou. Caso contrário, seria casamento! oUTRA

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Ouvinte: Juçara

- Bom dia Dra. NEURA! Me chamo … e eu tenho um amigo que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 20cm. Acho que vai ser doloroso, o que faço?
Drª.NEURA:

- Manda ele pra cá que eu testo pra você!! Próxima!

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Ouvinte:

- Bom dia Dra. NEURA! Eu sou a Rosa e eu queria um conselho!
Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
Drª.NEURA:

- Tire a roupa! Se ele não te agarrar, caia fora que é gay! Próxima!

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Ouvinte:

- Bom dia Dra. NEURA! Terminei com meu ex porque ele é muito galinha e estou com outro. Mas ainda gosto do ex e às vezes ainda fico com ele! O que devo fazer?
Drª.NEURA:

- Quem é mesmo a galinha nesta história? Próxima!

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Ouvinte:

- Bom dia Dra. NEURA! Aqui é a Rose e eu queria saber porque os homens se masturbam mesmo quando são casados?
Drª.NEURA:

- Minha amiga…jogo é jogo…treino é treino! Próxima!

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Ouvinte:

- Bom dia Dra. NEURA! Quero saber se a primeira vez dói.
Tenho 21 anos e ainda não transei porque tenho medo de doer e não aguentar…
Drª.NEURA:

- Dói tanto que você vai ficar em coma e nunca mais vai levantar!… Deixa de ser fresca e dê de uma vez…ô Cinderela! Próxima!

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Ouvinte:

- Bom dia Dra. NEURA! Aqui é a Bruna! Eu queria saber se posso tomar anticoncepcional com diarréia…
Drª.NEURA:

- Olha…eu tomo com água, mas a opção é sua! Próxima!

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Ouvinte: O que faço para minha mulher gritar no ato sexual?

- Limpe o pinto na cortina! Próxima!

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Ouvinte:

- Bom dia Dra. NEURA! Sou virgem e rolou pela primeira vez um lance
de fazer sexo oral. Terminei engolindo o negócio e quero saber se corro o risco de ficar grávida. Estou desesperada!!!
Drª.NEURA:

- Claro que corre o risco de ficar grávida! E a criança vai sair pelo seu ouvido! Próxima!

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Ouvinte:

- Bom dia Dra. NEURA! Meu nome é Suzi e eu gostaria de saber qual a
diferença entre uma mulher com TPM e um pitbull?
Drª.NEURA:

- O batom, minha filha! Próxima!

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Ouvinte:

- Bom dia Dra. NEURA! Aqui é o Sílvio e eu gostaria de saber porque
esses furacões recebem o nome de mulheres?
Drª.NEURA:

- Porque quando eles chegam são selvagens e molhados e,
quando se vão, levam sua casa e seu carro junto com eles! Próxima!

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Ouvinte:

- Bom dia Dr.a NEURA! Aqui é o Fred! Me tire uma dúvida…o que
são aquelas saliências ao redor dos mamilos das mulheres?

Drª.NEURA:

- É Braile e significa “chupe aqui”… Próxima!

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Ouvinte:

- Bom dia Dra. NEURA! Quero saber como enlouquecer meu namorado, só nas preliminares.
Drª.NEURA:

- Diga no ouvidinho dele…”minha menstruação está atrasada”! Próxima!

______________________________

- Bom dia Dra. NEURA! Aqui é o Gabriel, me diga, porque não se pode confiar nas mulheres?
Drª.Neura

- Como alguém pode confiar em algo que sangra por cinco dias e não morre? Próxima!

______________________________
Ouvinte:

- Bom dia Dra.NEURA! Aqui é a Léia, me diga, porque as mulheres esfregam os olhos de manhã, quando acordam?
Drª.NEURA:

- Porque elas não tem um saco para coçar!

–//–
Marilane – Sem Licença Poética

Mulher é desdobrável
Eu não sou.

Manca.
Atrapalhada
espécie ainda envergonhada

Não sou tão bonita
que não possa ser considerada inteligente
ora sim, ora não, creio em casamento.

No amor, creio sempre
No parto, a dor enaltece
Mas a teimosia é minha sina.

Talvez um dia, Adélia
possa ser eu desdobrável.
A vida ensina
Flávia Drummond Naves

Juçara: – Não me provoque,
tenho armas escondidas…
Não me manipule,
nasci pra ser livre…
Não me engane,
posso não resistir…
Não grite,
tenho péssimo hábito de revidar…
Não me magoe,
meu coração já tem muitas mágoas…
Não me deixe ir,
posso não mais voltar…
Não me deixe só,
tenho medo da escuridão…
Não tente me contrariar,
tenho palavras que machucam…
Não me decepcione,
nem sempre consigo perdoar…
Não espere me perder,
para sentir minha falta…’

(Clarice Lispector)

O Analfabeto Político
ronald:O pior analfabeto é o analfabeto político.

Juçara -Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

Marilane -Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

Jair -O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.

Juçara -Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta,

Marilane -o menor abandonado,

Todos -e o pior de todos os bandidos,

Jair que é o político vigarista,

Ronald -pilantra,

Marilane e Juçara -corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. Berthold Brecht

Jair
Lembrem-se que a Cia Vale do Rio Doce e a fé
Removem montanhas. (Luis Muller)

Ronald
CHOQUE TÉRMICO – ronaldclaver

O poeta ligadão
Queria aportar no porto da namorada.
Era todo luz, vulcão
Eletricidade.
Houve uma pane
Um curto-circuito no coração da amada
Todos:
E por falta de energia elétrica
O poeta saiu do ar.

Todos:
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo (CDA)

uauuuuuuuuuuuuuuuuuuu

sexta-feira

um objeto indireto acertou a moleira do cachorro de agosto. vento frio vindo da esquina de vidro esfumaçou a mente colorida do gorila. o que ele quer? marmelo, a vara? aumente o poder de seus pentelhos com açaí azul. nada de lápis de breu ou pá de madeira, o deserto é um jardim seco, um rio sem margens e um mar de maremotos e outros dias da semana. uma boa dose de cachaça com absurdo anima este texto cabedelo e cabeludo. o cardápío? filè com molho de salsa e samba. a mulata dança nos olhos, amanhã é sábado e esta prosa toda prosa deixará o limbo do branco, mas sem doer. viva a república do destino pois, pois.