23 setembro, 2009

noite

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 14:56

para você:

NOITE
QUANDO toquei em seu corpo a música visitou a sala e os acordes emergiram de seus cinco sentidos. abraçamos e dançamos a música que surgia de sua pele. seu corpo marcava o compasso de nossas dúvidas e nos enovelamos como raízes que querem amanhecer,

NOITE

A MÃO toca com sutilezas a pele da mulher noturna. Resposta?. Alguns pêlos se eriçaram. Parlavras? Para quê? Ela com seus olhos grandes me fitava impassível. Evitava-me.Escondia nos buracos da noite. Nos rios da noite. Nos mares da noite. Eu queria, apenas, mergulhar em seu olhos e navegar o seu corpo para o meu porto.. Noite. Havia noite em mim e nenhuma estrela acendeu a vontade dela.

···NOITE

AS RUAS contornavam meus olhos. Tudo era esquina. Até a mulher que bebia sozinha no bar fazia esquina em meus passos. Tropecei na primeira lua cheia que apareceu. Abri os braços para os abraços, mas eram braços para os adeuses.

···NOITE

QUANDO registrei em palavras o nosso enredo pleno de noturnidade, você virou ficção e povoou de delícias o meu corpo.
Agora torço para o escritor não terminar este conto.

amanhã ou depois tem uma nova versão destas noites

5 agosto, 2009

pós-férias

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 14:14

salve, salve, depois que voltei de férias, não visitei esta página.
.o tempo correu. a casa anda meio doente, gripe, tosse, artritie, médicos, fisioterapias.. mal deu para preparar a aula das Amigas, aprontar o mural do João e fazer o texto para As Terças Poéticas do Palácio das Artes.
O vendaval passou, está passando.
Ontem estive no P.A. Para as Tardes poéticas das Terças.Conhecia o projeto de nome, mas nunca tinha comparecido. O horário é terrível: 18h.30. O P.A. fica no centro e esta hora é fogo.
valeu, como valeu. Peninha não pôde ir, mas Dayse foi e demos conta do recado.
Fizemos uma retrospectiva de minha poesia. Começamos com Matemágica e terminamos com todo dia tem poesia.
O público gostou, gostamos.
Trombei com pessoas há muito sumidas, foi um sucesso. A saudade bateu forte. Por que as pessoas queridas somem? Por que sumimos?
Ganhei diois livros do curador do evento Wilmar Silva: Estilhaços no Lago de Púrpura e Anu. De minha amiga Tãnia, uma antologia ME 18 (Mulheres Emergente), Tânia Diniz que editou vários livros dos outros e dela e criou um jornal com o mesmo nome. Andou doente, mas está curada e bonita.
De José Aloise Bahia, Pavios Curtos. Aloise é professor, crítico literário e poeta. Participou da noite de noite falando do poeta Rodrigão, morto prematuramente. Revi Sérgio Medeiros, Brina, Tânia, Francirene, Simone, Wanda e Beto Abreu e outros e mais outros.

13 julho, 2009

retiro etilico espiritual

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 8:02

ontem despedi-me de santos dumont. a missa teve cantos gregorianos - em santos dumont a gente convive com uma fauna de fazer inveja a qualquer legume. foi aniversário do frango d’água, o jiló esteve presente, ganhou um abraço do linguiça e o ganso que não bebe cachaça almoçou com o morcego. o jumentinho estava todo prosa com a companheiro, já o jaburu deixou saudades. o palito tomou cachaça e o holandês cantou em latim. tachinha caminhava pra lá e o madalena pra cá. tampinha e bolacha bebiam até vinho. e tem mais e mais apelidos e situações, depois volto conversar com esta flora e fauna fantástica.

meu time ganhou ontem, ótimo. o time deles está gostando de perder, e depois de gostar, vira paixão.

parto para ilhéus. continuo as férias. na contabilidade diária, não é muito. 11 dias fora de casa. há deveres me esperando enquanto vou e se vou não quero tarefas, quero-as depois.

as cachorras latem, não sabem de minhas férias.

pois, pois,

há essa contigência que chamamos amor
às vezes é fel e às vezes é flor
firo
teu corpo de esperadas manhãs
lendas à espera da revelação
o texto de teu corpo encerra
conotações várias. variadas
são as formas de atingi-lo

(este trecho pertence ao poema Maduração. é dedicato a Miriam Bueno, Sergio Bueno e ao filho Daniel.- volto a ele depois)

,até, até

8 julho, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 15:43

hoje a equipe da Imagem da Palavra esteve em minha bibliotequinha: heitor, willis, marcelo e guga. marcelo é o diretor, guga a repórter, heitor e willis filmam, etc. fiquem atento:

fragmentos de exercícios da oficina de literatura das Amigas

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 14:05

no dia-a-dia diário é preciso ficar atento: as coisas acontecem e você não percebe -SE UM VIAJANTE NUMA NOITE DE INVERNO você o convida para cama ou para um vinho? melhor, solta os cachorros nele? aquele mesmo cachorro que mordeu a lua quando esta passeava num poça de lama, este mesmo cachorro focinhava as coisas com as orelhas e o carinho belga que voava com as asas da xícara da vó? cuidado com os rolinhos magnéticos do cabelo do gertrudes, dão choque e há um iminente curto-circuito nos braços da lata de lixo.e o amor?

- o amor é puro fingimento
ou é encantamento?

ninguém sabe o porquê da separação de maria.
josé diz que não abandonou maria. deu férias para o coração. depois das chuvas de março diz que volta.
maria não gosta de chuva, nem do mês de março.

diálogo deles:
josé: você vai?
maria:( já vem ele com a mesma história). minto, vou é claro.( sabe que nunca vou e assim mesmo insiste.)
josé: no horário de sempre?
maria: de sempre.

6 julho, 2009

fragmentos de um caderno de 2007

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 18:21

1 - O RAP é o cantochão da cidade. É o REPETENTE do asfalto. A ladainha das ruas.

2. Onde é que fica o nada?
- o caminho começa ali ou na praça?
- não há caminho depois da praça.
- prazer, sou Tico e pelas incertezas.
- Teca, sempre disposta a não dizer nada.
- Sei. vou também. O ocaso é uma lua com saída para o zoo.
- prefiro o zoodíaco. Lá a onça pintada palita dentes com os chifres do rinoceronte.
- gosto das girafas que esbarra nas árvores.
- árvores? ainda existem?
- não sei, nunca as vi.

3. 21 desconselhos para a arte de desler e desconhecer começa com A que detona o azul do texto. A ilusão não passa de uma ilusão. as cores não têm cor, tem ondas, ondas que saem de seus olhos claros. nada é definitivo, nem a morte, então vamos à praça que fica na praça.

3 junho, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 10:32

Dia 25 - quinta-feira - de 19 às 23 h., teremos mais uma edição da NOITE DA POESIA E DA CACHAÇA. Será no quintal da Ed.Lê, uma casa amarela que fica na Januária, entre Pouso Alegre e Ubá, perto da Igreja de São Pedro F. 34233200 - A primeira parte já está selecionada, vide:

A POESIA NAS ESTRELAS E NAS ESTANTES DA EDITORA LÊ

O POETA PERDIDO
RONALDCLAVER

O POETA ESTÁ PERDIDO NO QUINTAL DA EDITORA LÊ.

O POETA PERDIDO DA EDITORA LÊ QUER COMPOR UM SAMBA E SAMBAR NA PASSARELA DA VIA LÁCTEA E NAS HISTÓRIAS DE SEMPRE ENCANTAR

CONVIDA A ALFA DE CENTAURO, PARA SER A SUA PORTA BANDEIRA, MAS A BONEQUINHA PRETA TODA ASSANHADA JÁ ESTÁ SAMBANDO NA PASSARELA DOS SONHOS COM O BONEQUINHO DOCE.

A COR DA VIDA É O NOME DA ESCOLA DE SAMBA DO POETA.

ESTRELAS, SATÉLITES, POEMAS, FÁBULAS, QUADRINHOS DESFILAM NA PASSARELA CÓSMICA DA IMAGINAÇÃO COM AS TRÊS FORMIGAS AMIGAS NO CARRO ALEGÓRICO DO MENINO DO RIO. COM CABELEIRA DE BERENICE, ANINHA DO ARCO-ÍRIS É SAMBA NO PÉ. O MENINO POETA TOCA PANDEIRO COM ANÉIS DE SATURNO.

UM FARDO CHEIO DE CARINHO É O ABRE-ALAS E UMA FADA EM MEUS OLHOS FECHA O DESFILE

O SAMBA DO POETA CANTA AS NEBULOSAS DE ÓRION E A BELA E SEDUTRORA LITERATURA DA CASA AMARELA..

O POETA PERDIDO ESTÁ NO MUNDO DO FAZ DE CONTA E NO MUNDO DA LUA

O POETA SONHA PERDIDO COM A POESIA NOSSA DE TODO DIA QUE É PAU, É PEDRA, É PEDRO.

É FOGO, FOGUEIRA, É JOÃO
É O AMOR FAZENDO CÓCEGAS NO CORAÇÃO.

Ora Direis
Olavo Bilac

ORA (DIREIS) OUVIR ESTRELAS! CERTO
PERDESTE O SENSO! E EU VOS DIREI, NO ENTANTO,
QUE PARA OUVI-LAS, MUITA VEZ DESPERTO
E ABRO AS JANELAS, PÁLIDO DE ESPANTO…

E CONVERSANDO TODA A NOITE, ENQUANTO
A VIA LÁCTEA, COMO UM PÁLIO ABERTO
CINTILA. E, AO VIR DO SOL, SAUDOSO E EM PRANTO
INDA AS PROCURO PELO CÉU DESERTO.

DIREIS AGORA: TRESLOUCADO AMIGO!
QUE CONVERSAS COM ELAS? QUE SENTIDO
TEM O QUE DIZEM, QUANDO ESTÃO CONTIGO!

E EU VOS DIREI: AMAI PARA ENTENDÊ-LAS!
POIS SÓ QUEM AMA PODE TER OUVIDO
CAPAZ DE OUVIR E DE ENTENDER ESTRELAS!

A LUA
Ronald Claver

A LUA TEM DOIS LADOS
O LADO QUE VEMOS
E O LADO QUE DESEJAMOS VER

DE UM LADO TEM JORGE
OGUM GUERREIRO PASSEANDO
NUM MAR DE TRANQUILIDADE
COM AS BOTAS ASTRONAUTAS

DO OUTRO LADO É ONDE
RESIDE O MEL DA SEDUÇÃO
O POSSÍVEL PARAÍSO
O PORTO INSEGURO DO AMOR

É LÁ QUE VOCÊ ESTÁ
É PARA LÁ QUE QUERO IR

UNIVERSO
RONALDCLAVER

NO FUNDO MAIS FUNDO DO UNIVERSO
UMA ESTRELA DE GRANDEZA quinta-feira BRILHA PARA AQUECER UM PLANETA
TODO AZUL

NO FUNDO SEM FUNDO DO UNIVERSO
A TERRA É UM GRÃO DE MILHO
GIRANDO AZUL EM TORNO DO AMARELO
DO SOL

NO FUNDO MAIS FUNDO DO MUNDO
TUDO É MISTÉRIO. TUDO É SOL
TUDO GIRA COMO UM GIRASSOL
TUDO É BELO COMO BELA É A LUA
QUE MISTURA OS MARES E OS LUARES

Bárbara bela
Alvarenga Peixoto

Bárbara bela,
Do Norte estrela,
Que o meu destino
Sabes guiar,
De ti ausente,
Triste somente
As horas passo
A suspirar.
Isto é castigo
que Amor me dá.
Por entre as penhas85
De incultas brenhas
Cansa-me a vista
De te buscar;
Porém não vejo
Mais que o desejo,
Sem esperança
De te encontrar.
Isto é castigo
que Amor me dá.

Eu bem queria
A noite e o dia
Sempre contigo
Poder passar;
Mas orgulhosa
Sorte invejosa
Desta fortuna
Me quer privar.
Isto é castigo
que Amor me dá.
Tu, entre os braços,
Ternos abraços
Da filha amada
Podes gozar.
Priva-me a estrela
De ti e dela,
Busca dois modos
De me matar.
Isto é castigo
que Amor me dá.

ISMÁLIA
ALPHONSUS DE GUIMARAENS

QUANDO ISMÁLIA ENLOQUECEU,
PÔS-SE NA TORRE A SONHAR…
VIU UMA LUA NO CÉU,
VIU OUTRA ESTRELA NO MAR.

NO SONHO EM QUE SE PERDEU,
BANHOU-SE TODA EM LUAR…
QUERIA SUBIR AO CÉU
QUERIA DESCER NO MAR.

E, NO DESVARIO SEU,
NA TORRE PÔS-SE A CANTAR…
ESTAVA PERTO DO CÉU,
ESTAVA LONGE DO MAR…

E COMO UM ANJO PENDEU
AS ASAS PARA VOAR…
QUERIA A LUA DO CÉU,
QUERIA A LUA DO MAR…

AS ASAS QUE DEUS LHE DEU
RUFLARAM DE PAR EM PAR
SUA ALMA SUBIU AO CÉU,
SEU CORPO DESCEU AO MAR.

CANÇÃO DE ALTA NOITE
CECÍLIA MEIRELES

ALTA NOITE, LUA QUIETA
MUROS FRIOS, PRAIA RASA

ANDAR, ANDAR, QUE UM POETA
NÃO NECESSITA DE CASA

ACABA-SE A ÚLTIMA PORTA
O RESTO É CHÃO DO ABANDONO

UM POETA, NA NOITE MORTA
NÃO NECESSITA DE SONO

ANDAR… PERDER O SEU PASSO
NA NOITE, TAMBÉM PERDIDA.

UM POETA, À MERCÊ DO ESPAÇO,
NEM NECESSITA DE VIDA.
ANDAR… ENQUANTO CONSENTE
DEUS QUE SEJA A NOITE ANDADA

PORQUE O POETA INDIFERENTE,
ANDA POR ANDAR SOMENTE
NÃO NECESSITA DE NADA.

LUA ADVERSA
Cecília Meireles

TENHO FASES, COMO A LUA
FASES DE ANDAR ESCONDIDA
FASES DE VIR PARA A RUA
PERDIÇÃO DE MINHA VIDA
PERDIÇÃO DA VIDA MINHA
TENHO FASES DE SER TUA,
TENHO OUTRAS DE SER SOZINHA.

FASES QUE VÃO E QUE VÊM
NO SECRETO CALENDÁRIO
QUE UM ASTRÓLOGO ARBITRÁRIO
INVENTOU PARA MEU USO.

E RODA A MELANCOLIA
SEU INTERMINÁVEL FUSO

NÃO ME ENCONTRO COM NINGUÉM
(TENHO FASES, COMO A LUA)
NO DIA DE ALGUÉM SER MEU
NÃO É DIA DE EU SER SUA…
E, QUANDO CHEGA ESSE DIA,
O OUTRO DESAPARECEU…

ORION
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

A PRIMEIRA NAMORADA, TÃO ALTA
QUE O BEIJO NÃO A ALANÇAVA,
O PESCOÇO NÃO A ALCANÇAVA
NEM MESMO A VOZ A ALACANÇAVA
ERAM QUILÔMETROS DE SILÊNCIO

LUZIA NA JANELA DO SOBRADÃO

A LUA NO CINEMA
Paulo Leminsky

A LUA FOI AO CINEMA 

PASSAVA UM FILME ENGRAÇADO

A HISTÓRIA DE UMA ESTRELA

QUE NÃO TINHA NAMORADO

NÃO TINHA PORQUE ERA APENAS

UMA ESTRELA BEM PEQUENA

DESSAS QUE, QUANDO APAGAM,

NINGUÉM VAI DIZER, QUE PENA!

ERA UMA ESTRELA SOZINHA

NINGUÉM OLHAVA PRA ELA

E TODA A LUZ QUE TINHA

CABIA NUMA JANELA

A LUA FICOU TÃO TRISTE

COM AQUELA HISTÓRIA DE AMOR

QUE ATÉ HOJE A LUA INSISTE:

AMANHEÇA, POR FAVOR!

LUNIK 9
Gilberrto Gil

Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar
….
A lua foi alcançada afinal
Muito bem
Confesso que estou contente também
A mim me resta disso tudo uma tristeza só
Talvez não tenha mais luar
Pra clarear minha canção
O que será do verso sem luar
O que será do mar, da flor, do violão
Tenho pensado tanto, mas não sei
Poetas, seresteiros, namorados….

Lua Parnasiana
Ronald Claver

Quando a lua parnasiana e pálida aparece redonda vagalumeando na outra margem do rio meus sonhos são verdes e imaturos. Os seios da moça amada, imaginada são luas que quartocrescem nos olhos e no desejo. Quando mocinhos e bandidos duelam ao sol, Marilyn Monroe é pecado que mora no lado esquerdo. Quando do outro lado da rua, a lua atlântica e romântica- ilumina minhas lembranças, Brigitte Bardot, minha namorada nada secreta, escorre em mim, água sempre morna, no banheiro do colégio interno, onde Deus tudo vê, espreita e pune. Quando o topete de Elvis Presley é minha guitarra e não danço o último tango de Brando em Paris e Garrincha entorta o mundo com seu jeito de torto de driblar a vida, a lua é moderna e poluída sem brilho, violão ou janela. É elétrica e dá choque.

Estamos esperando por você: Jed Boy, Geraldo Peninha, Dayse Belico, eu e o pessoal da editora. Faremos do quintal um boteco e um palco.

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 10:26

Que tal uma oficina literária? Minha próxima Oficina será segunda dia primeiro, a aula está pronta. Quer fazê-la. Caso queira, mande suas respostas-texto0s para o meu e-mail. Estou esperando:

O MOTE ÉAMIGAS 1º DE JUNHO DE 2009

AQUECIMENTO>1.DESDOBRAR OS MOTES QUE SE SEGUEM. (Até 5 frases).

Ex:Desconfio de quem usa barba para mostrar a cara (Joel da Silveira).
Desconfio de quem carrega a bíblia para mostra-se religioso.
Desconfio de ………………………………………………

“>De longe as pessoas são iguais Caetano Veloso
De longe……..

Quem tem rabo de palha tem medo de se queimar ( dito do Piauí)<
Quem tem ….

AQUECIMENTO 2</ Faça um texto utilizando os três motes ou o desdobramento deles

AQUECIMENT0 3 Quem cedo madruga, fica com sono o dia inteiro, ou <muitos serão os chamadosEm terra de cego, quem tem um olho é rei.
4.>Água mole em pedra dura tanto bate que até que fura.
“>5. >Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
Cão que ladra, não morde.

AQUECIMENTO 4 MÁXIMAS, REFLEXÕES SEM DOR E AFORISMOS<
Utilizando a linguagem dos provérbios, gírias, grafites de muro e de banheiro, tente criar um pequeno texto dialogadoA política tem esta desvantagem: de vez em quando o sujeito vai preso, em nome da liberdade.
>3. >O amor é eterno, nós é que estamos sempre a transferi-lo para outra repartição.
4. As coisas que mais contribuem para avacalhar a dignidade de um homem são bofetão de mulher, tombo de bunda no chão e dor de barriga.
>5. As três coisas mais perigosas que conheço são limpar arma de fogo, mulher do vizinho e croquete de botequim.
6. >Quem tem medo de mand>inga, não desmancha despacho.

Algumas Reflexões sem dor do Millôr:
7. O pobre trabalha para comer. O rico trabalha para comer fora.
7. Uma coisa é definitiva: quem se curva diante dos opressores mostra o traseiro aos oprimidos.
8. >Amor com amor se pega.
9. Pensar eis um verbo reflexivo.
<10. Sansão, sim, é que era um espetáculo. Quando acabou o seu show a casa veio abaixo.
11. Não somos a imagem de Deus. Somos apenas a sua auto-crítica.
Alguns Desaforismos de Mário da Silva Brito:
13 Amai-vos uns às outras.
12. Sereia mulher de ex-cama.
Ai que saudades que tenho da Aurora em minha vida.
15. Quem dá aos pobres, empresta a Deus. Pela escassez das esmolas, Deus anda de crédito baixo.
16. O enforcado de língua de fora está vaiando a vida.

ATIVIDADE 2.Eu não devia te dizer/ mas essa lua/ mas esse conhaque/ botam a gente comovido como o diabo (Poema de Sete Faces, in Alguma Poesia de C.Drummond de Andrade). .

15 maio, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 15:41

Hoje estive no Col.Santa Amélia da rede Cromos. O papo girou em torno dos livros Diário do Outro e Paixão em Preto e Branco. Quem provocou o encontro foi a bela e eficiente prof. Patrícia. Foram minutos gostosos, troca de palavras, leitura de textos, de poemas. Deram-me uma agenda e uma folha contendo alguns comentários, como estes: ESCREVER É COMO UMA NASCENTE, QUE FAZ SURGIR UM BELO RIO NO QUE PERCORRE SOBRE A TERRA ATÉ CHEGAR AO MAR. ESCREVER É COMO O SOL QUE ILUMINA OS MAIS BELOS DIAS. ESCREVER É COMO O SOL QUE ILUMINA OS MAIS BELOS DIAS. ESCREVER É COMO UMA FLOR QUE BROTA. É COMO SURGIU O MEU AMOR POR SEUS LIVROS (Mariana): MESMO SENDO CRUZEIRENSE ADOREI A HISTÓRIA E PRINCIPALM,ENTE A GÊNESIS DO GALO. PENSEI ATÉ EM MUDAR DE TIME, MAS NÃO CONSEGUI. ADOREI SEU LIVRO E SUA PAIXÃO PELO TIME.(Michaele); AMEI A OPORTUINIDADE DE LER O DIÁRIO DO OUTRO, AMEI (Yasmim que já quis ser escritora, mas que agora quer de novo e será); RONALD VOCÊ É UMA PESSOA ABENÇOADA. GOSTEI MUITO DE SEUS LIVROS, GOSTARIA DE TER OPORTUNIDADE DE LER OUTROS LIVROS. QUE DEUS TE ABENÇOE (SILLAS(?), O Atleticano. O LIVRO DO SENHOR É CONTAGIANTE AINDA MAIS PELO FATO DE SER ATLETICANO. É ISSO AÍ, PAIXÃO PELO NOSSO GALO (Guto); ESCREVER É COMO DAR OS PRIMEIROS PASSOS. CAIMOS, APRENDEMOS A TER EQUILÍBRIO, DEPOIS DE UM TEMPO, JÁ ESTAMOS CORRENDO. ESPERO QUE VOCÊ ENTENDA!!! GOSTEI DOS SEUS LIVROS E SEU MODO DE ESCREVER, SUCESSO NA VIDA. BJS (Samantha, uma atleticana doente pelo Galo); RONALD, EU ADOREI SEU LIVRO E VOCÊ TAMBÉM. (Bárbara, a cruzeirense); E assim seguiram outros depoimentos de Marina, Víviam, Cecília, Guilherme, Isabela, Thainá(que nunca deixou de ser Galo), Pedro Carvalho, Corolina, Luca, Amanda, Dayse,Liana, Stefany, Larissa, João Victor, Gustavo, Pedro Henrique. Estão cursando a 7ª série. Um dia volto lá.

14 maio, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 16:49

semana mais que literária: terça, dia 13 estive no Col. Espanhol Santa Maria (Cidade Nova) conversando com os meninos da 4ª série da prof. Ruth. Leram Dona Palavra. Ganhei bombons, vinho e uma bola do Galo. Foi legal. Perguntas inteligentes, gente bonita, valeu.

amanhã vou ao Cromos (Santa Luzia) Diário do Outro e as Cartas do Galo, quem comanda o espetáculo é a prof. Patrícia, que além de professora, é revisora e trabalha na Tela e TExto das Letras. Vai ser legal, garonto.
sábaso, Col.Santo Agostinho de Nova Lima com D.Palavra.
ontem, peguei na lê a boneca do livro todo dia é dia de poesia, vou namorá-la durante uma semana.
estive na dimensão, revi o pessoal, reencontrei-me com o eustáquio. deixei três originais lá.
hoje é folga - fui ao mercado, chouriço e rabada entraram no programa. este poetinha não tem jeito mesmo.
beijim, beijão

1 maio, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 11:11

Ontem estive na Escola da Serra, antigo convento dos dominicanos. quando fazia o colegial tive aulas de filosofia com o saudoso Moacyr Laterza. As aulas eram aos domingos à tarde. coisa de fiilósofo e poeta. domingo à tarde, em vez de futebol, tentávamos com a adolescência, ainda pulsando, melhorar e entender o mundo. tempo, tempo, tempo. história é o que não falta para contar.

Os meninos e meninas (encantadores) leram A Casa, meu livrinho que anda por aí, batendo compainha nos corações. A mestra Patrícia disse que guarda o livro com carinho. Foi leitura do filho dela e dela. Fiquei emotivo e me derramei em saudades e quereres.

25 abril, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 8:57

às vezes esqueço desta página. às vezes esqueço de olhar o céu. às vezes esqueço de ver o muro que não separa nada de nada, às vezes vejo um passarinho na goaibeira do vizinho, às vezes me percebo sonhando sozinho, as veazes brinco com as cachorras e bato um penamento com elas, às vezes deixo para amanhã de manhã não fazer o que nunca poderia ter feito, ás vezes escrevo estas coisas que vão acontecendo na tela do computador e da memória, às vezes.

vi o milho do livro TODO DIA É DIA DE POESIA que sairá em agosto pela Lê. ficou legal, uma ternura só, as ilustrações do meu amigo e parceiro de time Mario Vale ficaram ternas, boniteza de não caber nos olhos.

parei com os remédios para a coluna. depois que descobri, via um exame eletroneuromimiografia que não tinha neurite, mas radiculite (muda alguma coisa?) e que determinados médicos sabem o que todo mundo sabe, nada.
conclusão: estou melhorando, melhorando ou foi a cerveja que me melhorou? fiquei sem bebe um tanto, santa cerveja, cuidai de nós, amém.

9 abril, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 15:28

amanhã viajo para Araxá. Sábado faremos uma TARDE DA POESIA E DA CACHAÇA no bar do Betão. O bar do Betão é sui generis: as paredes têm tudo, espingarda da Guerra do Paraguai, ninho de Graveteiro, máquina de escrever, carcaça de tubarão, retratos,. santos, cachaças, trecos e trecos. Tudo isto envolto de picumã. é uma barato. Araxá, além das águas milagrosas, há o imperdível Bar do Betão. Pois, pois, geraldo peninha, jed e eu estaremos neste sábado santo falando coisas da poesia, coisas que ficam por aí esparramadas, soltas como almas penadas. te espero lá, viu?

26 março, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 11:05

meu galo chegou lá, hosana e aleluia..
hoje darei uma aula experimental na UCLA. fica nas 6 pistas nº 1007, do lado do Cadiocentro(?) onde foram cortadas as minhas queridíssimas hérnias de disco.será uma aula de produção de textos. te espero lá, o evento é aberto ao público.
a quaresma avança, estou sem beber cerveja, faz bem ao fígado e ao bolso.
o livrinho todo dia é dia de poesia está em produção na lê, sairá com o selo casa amarela, o ilustrador é o meu caro amigo mário vale. vale esperar(desculpe) o trocadilho.
uns versos para amenizar esta prosa:para quem não leu ainda o jornal da manhã, ei-lo

a manhã se abre em manchetes
o jornal registra a dor, essa
flor asfáltica que cresce sem
parar, que por discuido, o li
notipista deixou passar.

na praça me esqueço e abro um
jornal, a palavra liberdade
que por discuido, ainda está
lá, é obra de um linotipista
que viu e deixou passar

na rua me distraio e chuto a
vida, essa peça que Deus me
quis pregar, que por discuido
Ele descansou e deixou passar.

a manhã se arma em meus passos
em meus braços a amada, que por
discuido me deixou ficar.

(este poema é do livro A olho nu, dos anos setenta - linotipista pra quem não sabe, deve procurar na internet ou no aurélio.
até,

24 março, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 16:43

Março - de marcial, marte, márcio:
março - de verâo, outono (árvores desfolhadas, trânsito desalinhado, nuvens no telhado e neve nos cabelos.
março - mês imenso de não caber na folhinha: quaresma - só a justiça teremosa paz. no brasil? barbas de molho.
março 0 tempo de penitência, sem cerveja no copo e sonos duradouros e mortais.
março - chuva de s.josé, goiabas, ah, goiabas, nos tempos antanhos, havia enchentes. e hoje? casal morre afogado dentro do carro - se o ford não tivesse inventado o automóvel, o casal não morreria afogado.
março - tempo de dormir - meu zeloso guardador, meu anjo. quintana adorava anjos, neles, ele acreditava. vai ver, virou um anjo danado de sapeca.
chuvinha, cachorros uivando para a lua invisível, roendo ossos de brinquedos. literatura, não há, o que há é vida e fantasia escorrendo nas palavras. Deus é palavra. o homem é palavra. falo, logo sou. lato, logo sou. pio, logo sou. somos.

11 março, 2009

Best erotica 2008

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 17:58

hoje recebi uma encomenda da Itália, veio no envelope: Gentile Signore Claver camargo ronald c/o bairro santa branca rua mario de andrade 80 3′1 565 110 belo horizonte brasile dentro dele um livro; bEST EROTICA 2008 PICOLA BIBLIOTECA OSCAR MANDADORI IL MEGLIO DELLA NARRATIVA DELL”ANNO A CURA DI BERBERA & HYDE abri o livro com parcimonia, não italiano, mas a gente pesca alguma coisa. fui no índice, p.181 Racconto Interrotto di ronald claver - legal, né. uma curiosidade: como os italianos gostam da letra l dobrada ann - dell - racc interrotto, etc - precisamos fazer uma reforma ortográfica urgente no idioma de Dante.

estou querendo teorizar sobre o romance, depois de ler tanta coisa e comungar algumas coisas, fico algemado de tanta informação e não escrevo nada.

o livrinho todo dia é dia de poesia sairá ainda este semestre pela Lê. Mas a Lê tem outro selo e o livrinho vai inaugurá-lo, o novo selo se chama Casa Amarela. A ed. Lê fica em uma casa amarela. a casa é ótima, já fizemos lá duas noites da poesia e da cachaça.

neste verão prolongado, agora que o sol apareceu tenho nadado quase todos os dias. a neurite continua, mas continuo fazendo exercícios, um dia a dor cede.

é isto: o conto começa assim

Beatrice è la mia divina commedia. Per lei io sono Dante che vuole penetrare la sua selva oscura. Nemmeno diciassette anni. Padre italianio, etc, etc

5 março, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 18:17

não fui às toradas de madrid, nem tomei banho de cachoeira em diamantina. me belorizontei nos dias de momo. estive no inhotim (você ainda não foi? absurdo). comecei a penitência; NÃO TOMAR CERVEJA. Estou tentando, viu. Nada é definitivo e sem saída, só a noiva.
li um Cony antigo, Matéria de Memória, legal. Os anos 60 e 70 estão lá presentes. Reli o Menino Poeta de Henriqueta, poesia tecida com as linhas de seda e cetim.
Dei a primeira aula nas Amigas - O primeiro dia - o reencontro foi legal, é legal.
Todo dia é dia de poesia ´será ilustrado pelo Mário Vale e deve aparecer ainda neste semestre.
Homenageamos Nina com um postal e uma carta. A carta e o postal estão nas paredes do quintal.
O calor faz bem aos clubes. apesar da inflamação do nervo ciático, a dor neural, continuo fazendo hidroginástica, pilates.
e a aulas de literatura para Educação em distância, da universidade da bahia, vão indo, indo, indo, quase parando… retomo-as depos do calor, ainda falta aulas sobre o que é literatura, sobre a poesia e o romance. é mole? aja ânimo e pesquisas.
no escrever, o importante é o processo
o escrever e o riscar
o escrever e o mudar
o escrever e o tentar
o escrever e o arriscar
tornar o branco impuro
MAS SEM DOER

11 fevereiro, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 8:24

Hoje 11 de fevereiro, por enquanto, não chove, milagre! mas à tarde chove. fazer o quê? ontem fez 5 meses da cirurgia. o ciático voltou inflamado a dor começa na região glutea e termina na panturrrilha, ou seja, começa na bunda e termina na batata da perna. é tal de neurite, isto ocorre na manipulação dos nervos durante a cirurgia. diz o doutor que de 100 operados, um leva pra casa a neurite, fazer o quê?
fiz hidro, à tarde pilates. com dor ou sem dor vou levando. faço de quase tudo, mas reduçao de gestos e vontades.
faço aulas via internet. é um barato imaginar quem receberá estas aulas, fiz a Crônica, o Conto, O Ponto de vista, isto é, o Foco Narrativo e os Personagens. Na sequência, teremos Narração e descrição.Caso você queira ver estas aulas, é só pedir, há meu e-mail no site, para facilitar seguem - ronaldclaver@htomail.com e ronaldclaver@uai.com.br. para não terminar esta prosa sem acúcar e com afeto, mais uns versinhos:

CONCERTO PARA MUITAS VOZES

É PRECISO ouvir a música que foge das pautas e invade o som das cidades
É PRECISO ouvir a música que conversa com os pássaros e nos dá a lição da paz e da claridade
É PRECISO ouvir a música que às vezes apita como maria-fumaça, geme como cantochão e se molda em pedra sabão
É PRECISO ouvir a música que vem com a fúria dos mares e percorre esquinas e bares
É PRECISO ouvir a música que vem do fundo mais fundo do universo e traz o silêncio e o mistério dos anéis de saturno.
É PRECISO ouvir, OUVIR é preciso a música dos homens e dos anjos. A música que está em mim, que está em ti, a música que somos nós.

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 8:14

QUERERES

>Prefiro o som da chuva
que não cai e não pára
e o nó cego do dente de alho

Prefiro comer queijo da lua
na boca da noite
Andar na corda bamba de um círculo vicioso.

Prefiro a bola que não rola e quica
A água que não molha e pula
A faca de gumes afiados que não corta
O vinho e a uva que não vêm da vinha

Sei que a uva que não vira vinho,
vinagre vira

Quero a jia, a tia, a pia
A nave, a ave, a chave
A chuva, a uva, a luva
A jaca, a faca, a foca
As luvas de goleiro de Tuca
e o Gato sorriso de Alice

Tudoé possível no jogo dos contrários
O olho pensa, a cabeça vê, os braços voam
as pernas param e o coração dispara

4 fevereiro, 2009

a poesia

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 19:40

a poesia diz não dizendo e não dizendo diz quase tudo. de frágil textura torna-se um diamante. de neblinosa, torna-se transparente. a poesia é a linguagem do avesso.

2 fevereiro, 2009

amor é maré

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 7:06

amanheci pensando no mar, no amor. para uma segunda-feira isto parece ser bom. até cunhei uns versinhos;

AMOR É COMO A MARÉ
VEM E VAI, VAI E VEM
ÀS VEZES FICA, PINTA E BORDA
OUTRAS VEZES, TRANSBORDA.

30 janeiro, 2009

a crônica o qué é e como cometê-la. se não for aguda, é crônica.

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 16:31

AFINAL, O QUE É CRÔNICA, A ÚNICA MANEIRA DE PERCEBÊ-LA, É FAZÊ-LA. vAMOS À OBRA, caso consiga o seu intento, gostaria de conhecer a sua crônica.
Como diria o cineasta: aÇÃO:

A CRÔNICA
Para pensar: SER CRONISTA É VIVER EM VOZ ALTA Manuel Bandeira -

META:
Deixar que o aluno formule seu próprio conceito sobre o tema focalizado: A CRÔNICA.

LENDO, PERCEBENDO E ESCREVENDO

BRINCANDO COM AS PALAVRAS CRIANDO UM DICIONÁRIO PESSOAL - Um exercício de relaxamento e alongamento, antes de brincarmos com a CRÕNICA:
Dê um outro sentido às palavras que seguem: Ex: AMOR= é como a maré, vai e vem e às vezes fica, outras vezes transborda.

SAUDADE :……………….
ANGÚSTICA:…………….
CERTEZA:…………………
ANSIEDADE:……………..
RAIVA………………………..
RUA:…………………………..
CIDADE………………………
RAZÃO……………………….
PAIXÃO……………………….
AMOR………………………….
ALMA…………………………..
MURO………………………….
PRISÃO…………………………
TEMPO…………………………

>Com os novos verbetes, tente construir um texto leve, breve. Conte um caso, faça um poema, escreva coisas sem sentidos, tudo vale, só não vale a página ficar em branco.

(Espaço para o texto do aluno)

3. Você que lê jornais, revistas, livros, encontra pequenos relatos do nosso cotidiano. Uns chamam estes textos de crônica, outros de coluna, argumentação, etc. Como você chamaria o textos que se seguem?

NOSTALGIA

O futebol de hoje tem certa monotonia de repartição pública. Os jogadores assinam o ponto, cumprem o regulamento, respeitam o Sr.Diretor, desempenham suas obrigações elementares durante noventa minutos de expediente.
O chefe dos jogadores, como em geral chefe de repartição, fica de fora do expediente; é o técnico, o super-homem, o arquientendedor! Prepara o serviço com antecedência e dá entrevistas misteriosas. Os onze funcionários nada mais devem fazer do que executar a tarefa confiada. O pavor do jogador comum é não desagradar o técnico, e o pavor do técnico é não desagradar o craque. Uma faltazinha, e é a demissão, o demérito no boletim, é não ser incluído no próximo jogo.
Mas quem joga mesmo agora é o técnico! Este, com a nova escola, goza uma vantagem; arrola em sua folha corrida as vitórias e põe nos jogadores, seus funcionários, a culpa das derrotas.
Às vezes, acontece o seguinte: primeiro tempo é chato, o segundo tempo melhora. Por quê? Porque o primeiro tempo, invariavelmente, é jogado pelos dois técnicos dos dois times, os jogadores entram em campo para redigir os ofícios, lavrar as ordens de serviço, expedir memorandos e circulares. Como essa burocracia frequentemente dá errado para todos os dois lados, além de aborrecer o público, os dois técnicos, no segundo tempo, concedem um pouco mais de liberdade aos 22 homens em campo. Aí, a coisa melhora. Aí, existe realmente um pouco de futebol à maneira antiga, isto é, futebol invenção e amor… Aliás, cheio de amor, pois o amor inventa tudo…                                        

Paulo Mendes Campos, in O Gol é Necessário: crônicas esportivas/Paulo Mendes Campos; organização Flávio Pinheiro Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.

Pergunta: Como você chamaria o texto de Paulo Mendes Campos?

(espaço para a resposta

CHECK-UP<

Este ano pretendo cumprir rigorosamente a resolução que tomei no fim do ano passado: não mais tomar resoluções de ano-novo. Elas são promessas que fazemos à nossa consciência em que nem a consciência acredita mais. A minha já estava reagindo com bocejos e cada juramento que eu fazia para o ano-novo.
- Vou começar uma dieta. Séria, desta vez.
- Sei, sei.
-Tudo bem.
- Fazer exercícios diários. Usar fio dental. Reler os clássicos. Não tudo ao mesmo tempo, claro.
-Certo, certo.

Mesmo com ar de enfaro, minha consciência não deixa de ser submeter ao exame anual que faço nela, sempre nos últimos dias de dezembro. Uma espécie de check-up moral. Seu estado geral é bom. Não teve grandes provações no ano passado. Fiz algumas coisas que não devia, não fiz outras que devia, nada grave. Vamos poder continuar nos encarando principalmente agora que eliminamos este ridículo ritual das resoluções de fim de ano da nossa relação. O homem maduro é o que desiste da virtude impossível para não perder a possível.                                               

Luís Fernando Veríssimo, As mentiras que os homens contam/Luis Fernando Veríssimo. Rio de Janeiro: Objetiva,2001.

Pergunta: E este do Veríssimo?

(Espaço para a resposta)

UM DEPUTADO, tom irônico, só me trata por poeta. Recordo-me do sentido grego da palavra: Poeta é mestre da verdade. Ele não sabe que poeta é profeta. Usa o verso, ou seja, o outro lada das aparências. É vate, isto é, vaticina, vê além. Destaca-se por perceber um óbvio que escapa às percepção da média. Ah, que glória se eu fosse apenas poeta!…

Artur da Távola. Diário doido tempo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, s/d.p.83.

Pergunta: Este texto de Artur de Távola teria qual nome?
(Espaço para a resposta)

Parte superior do formulário

ATIVIDADE 3
EM BUSCA DE UM POSSÍVEL CONCEITO DE CRÔNICA.

Leremos alguns textos que falam sobre a crônica e apontam caminhos para chegarmos ao conceito pretendido.

Após a leitura dos textos que se seguem, retifique o seu texto, se preciso for:

Em O gênero textual crônica de Heloísa Amaral, da revista Na Ponta do lápis ano 1V número 10 dezembro de 2008, ela diz:
A palavra crônica, em sua origem, está associada à palavra grega Khrónos, que significa tempo . De Khrónos veio chronikós, que quer dizer relacionado ao tempo. No latim existia a palavra chronica para designar o gênero que fazia registro dos ac
ontecimentos históricos, verìdicos, numa seqüência cronológica, sem um aprofundamento ou interpretação dos fatos. {…}

Diz o Novo Aurélio O Dicionário da Língua Portuguesa do Século XXI CRÔNICA. {Do lat. Chronica (nom.pl} S.F. 1. Narração histórica ou registro de fatos comuns, feitos por ordem cronológica. 2.Genealogia de família nobre. 3. Pequeno conto de enredo indeterminado. 4. Texto jornalístico redigido de forma livre e pessoal, e que tem como tema fatos ou idéias da atualidade, de teor artístico, político, esportivo, etc., ou simplesmente relativos à vida cotidiana. 5. Seção, ou coluna de revista ou de jornal consagrada a um assunto especializado.: crônica política; crônica teatral, etc.

Sobre a crônica de Ivan Ângelo. Crônica publicada na revista Veja São Paulo 25 de abril de 2007. Entre outras coisas, o autor nos diz:
Uma leitora se refere aos meus textos como reportagens. Um leitor os chama de artigos. Um estudante fala deles como contos. Há os que dizem: seus comentários. Outros os chamam de críticas. Para alguns, é sua coluna.
Estão errados? Tecnicamente, sim são crônicas -, mas Fernando Sabino, vacilando diante do campo aberto, escreveu que crônica é tudo que o autor chama de crônica.
A dificuldade é que a crônica não é um formato, como o soneto, e muitos duvidam que seja um gênero literário, como o conto, a poesia lírica ou as meditações à maneira de pascal
Há crônicas que são dissertações, como em Machado de Assis; outras são poemas em prosa, como em Paulo Mendes Campos; outras são pequenos contos, como em Nelson Rodrigues; ou casos, como os de Fernando Sabino; outras são evocações, como em Drummond e Rubem Braga
. (…)Cronista mesmo não se acha. Rubem Braga não se achava o tal. Respondeu assim a um jornalista que lhe havia perguntado o que é crônica:
- Se não é aguda, é crônica.

O autor; Ivan Ângelo é mineiro de Barbacena, Minas Gerais. Escreveu entre outros, A Festa(Premio Jabuti). Seu novo livro, Melhores Crônica, atrai o leitor pelo título, prende-o desde a primeira frase e só liberta na última linha, segundo o articulista da Revista Veja.

Carlos Herculano Lopes que escreve uma crônica toda terça-feira no jornal Estado de Minas também respondeu aos leitores o que é crônica? Confesso que, embora játenha escrito quase 500, ainda não tinha pensado em defini-la, se é que seja possível. Acho que é um olhar. Creio que sim, porque, desde que comecei a escrevê-las, passei a enxergar as coisas ao meu redor de outra maneira, com mais sensibilidade. A prestar mais atenção à vida que gira em torno de nós. Uma mulher assentada em um banco da praça, por exemplo, pode dar uma crônica. Essa poderia começar assim: Em que ela estará pensando? Será casada? Terá filhos? Onde terá nascido? Certa vez, caminhando pelo meu bairro o Santo Agostinho, em uma tarde de ventania, vi uma revoada de folhas que caiam de uma castanheira. Cheguei em casa, liguei o computador e escrevi uma história descrevendo essa cena. De outra vez, caminhando na praça da Assembleia, vi quando uma menina negra, que pedia esmolas com a sua mãe, se aproximou de uma outra, branca, bem-vestida, que andava de bicicleta. Pediu a ela na inocência infantil para dar uma volta. A branquinha, tão apavorada, atravessou a avenida Olegário Maciel em disparada correndo o risco de ser atropelada. Certamente, achando que a outra queria roubá-la.
Impressionado com aquilo escrevi outra crônica. Provavelmente, não fosse pela necessidade semanal de publicá-la talvez nem estivesse prestando atenção nessa história quer ajuda a traduzir o imenso abismo que esiste entre os dois brasis: o rico e opulento, comandado por uma elite insensível; e o outro pobre miserável, ali representado por aquela pobre menina negra. A única coisa que ela desejava, mas a outra não compreendeu, porque também era uma criança, era dar uma voltinha na sua bicicleta. (…)

O autor. Carlos Herculano escreveu Memórias da Sede, O Sol nas Paredes, A Dança dos Cabelos, O Vestido, entre outros.

De posse das informações lidas, herdadas, adquiridas, será que podemos dizer que a CRÔNICA éum modo de ver da realidade das coisas? É um relato pessoal, transparente e claro? Uma resposta aos apelos do mundo? Uma opinião? Uma maneira de contar as coisas que estão diante dos olhos? E você acha o quê?
Você pode começar o seu texto assim: Para mim, crônica é………………………………………
…………………………………………………………
…………………………………………………………

(Espaço para a resposta do aluno)

ATIVIDADE 4

AINDA BRINCANDO: Deixe sua sensibilidade solta e se solte nos exercícios que se seguem:

Continue a crônica de Renato Barreto de Carvalho do livro CRÔNICAS IMPERTINENTES. Da Scor Editora Tecci.

AS RUAS DE UMA CIDADE:

As ruas de uma cidade podem ser comparadas às veias no corpo de um ser humano. É nelas que corre a vida, que se desenrolam os dramas e as tramas do cotidiano. Assim como as cidades são diferentes uma das outras, as ruas também o são. São únicas, têm personalidade. Têm alma própria, cheiros, cor, formatos individuais que interferem na vida de quem passa por elas, de quem mora nelas, de quem se perde no meio delas em especial. As ruas têm…………………………………………………………….
………………………………………………………………
………………………………………………………………………………………..

(Espaço para as palavras do aluno)

1. Faça o contrário. Daremos o fim e você fará o início; MUROS E PRISÕES

O confinamento dos homens em seus apartamentos e casas, assessorados por eletrodomésticos e utilidades do lar, protegidos por cães sanguinários e muros altos, afasta uns dos outros, dificulta o diálogo, distorce a compreensãoda realidade. Só pode conduzir à alienação. Então, os muros terão se tornado eficazes prisões.

(Espaço para o exercício)

Você observou que a CRÔNICA tem uma linguagem clara, transparente. É uma narrativa leve, às vezes, humorística, às vezes satírica, às vezes lírica, amorosa. Não há conflito nesta narrativa. Éum contar sem fim e faz bem ao coração e aos olhos.

ATIVIDADE 5

FAÇA UMA CRÕNICA, o tema é livre, mesmo assim SUGERIMOS ALGUMAS SITUAÇÕES E PALAVRAS.

LEMBRETE:

A linguagem deve ser clara, transparente.
Prefira as frases curtas.
Use e abuse dos substantivos.
Tenha cuidado com os adjetivos e advérbios.
Primeiramente escreva tudo que vier à mente. Depois, com muita paciência e cuidado você corte os excessos.

Sugerimos:     

ACONTECE O VERÃO
Faça uma crônica sobre O VERÃO. Alguns ingredientes:
Dezembro, janeiro, fevereiro. Calor Praia- Férias- Fazenda-Viagem- Chuva- Cidade do Interior- Paqueras- Namoro-Lápis de cor vermelho-Cidade colorida -Inundações- Livro- Filme- Passeio - Projetos- Promessas- Esperança.

PRÁTICA - TODO DIA É TODO DIA
faça um crônica sobre o seu dia-a-dia. Ingredientes:
Situação do país, situação de minha cidade, o emprego ou falta dele.
A condução minha mãe ou meu marido meus filhos ou amigos. Um churrasco reunião da turma mutirão para limpeza da rua livro lido, o tempo, etc.

Outros lembretes:

Assim como o CONTO, o ROMANCE, a NOVELA, A CRÕNICA pertence ao GÊNERO NARRATIVO.

Pesquise mais sobre a Crônica. Busque nos livros de literatura, nas enciclopédias, nos dicionários e na internet outros estudos e conceitos sobre a CRÔNICA.

Dimensão Livro altamente recomendável pel a FNIJ) Escrever e brincar (Ed. Autêntica) e A arte de escrever com arte (Ed.Autêntica).

24 janeiro, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 10:50

Estes poemas também participara da Poesia e Estrelas, que tiveram nos físicos Aba, Túlio e Renato Las Casas a acolhida.

Quando a lua parnasiana e pálida aparece redonda vagalumeando na outra margem do rio meus sonhos são verdes e imaturos. Os seios da moça amada, imaginada são luas que quartocrescem nos olhos e no desejo. Quando mocinhos e bandidos duelam ao sol, Marilyn Monroe épecado que mora no lado esquerdo. Quando do outro lado da rua, a lua atlântica e romântica- ilumina minhas lembranças, Brigitte Bardot, minha namorada nada secreta, escorre em mim, água sempre morna, no banheiro do colégio interno, onde Deus tudo vê, espreita e pune. Quando o topete de Elvis Presley é minha guitarra e não danço o último tango de Brando em Paris e Garrincha entorta o mundo com seu jeito de torto de driblar a vida, a lua émoderna e poluída sem brilho, violão ou janela. É elétrica e dá choque. ronaldclaver

>A LUA NO CINEM
(Paulo Lemins
A LUA FOI AO CINEMA 

PASSAVA UM FILME ENGRAÇADO

A HISTÓRIA DE UMA ESTRELA

QUE NÃO TINHA NAMORADO

NÃO TINHA PORQUE ERA APENAS

UMA ESTRELA BEM PEQUENA

DESSAS QUE, QUANDO APAGAM,

NINGUÉM VAI DIZER, QUE PENA!

ERA UMA ESTRELA SOZINHA

NINGUÉM OLHAVA PRA ELA

E TODA A LUZ QUE TINHA

CABIA NUMA JANELA

A LUA FICOU TÃO TRISTE

COM AQUELA HISTÓRIA DE AMOR

QUE ATÉ HOJE A LUA INSISTE:

AMANHEÇA, POR FAVOR

A estrela (Manuel Bandeira)

Vi uma estrela tão alta, Vi uma estrela tão fria! Vi uma estrela luzindo Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta! Era uma estrela tão fria! Era uma estrela sozinha Luzindo no fim do dia.
Por que da sua distância Para a minha companhia Não baixava aquela estrela? Por que tão alto luzia?
>E ouvi-a na sombra funda Responder que assim fazia Para dar uma esperança Mais triste ao fim do meu dia.<

ORA (DIREIS) OUVIR ESTRELAS! CERTO
PERDESTE O SENSO! E EU VOS DIREI, NO ENTANTO,
QUE PARA OUVI-LAS, MUITA VEZ DESPERTO
E ABRO AS JANELAS, PÁLIDO DE ESPANTO…

E CONVERSANDO TODA A NOITE, ENQUANTO
A VIA LÁCTEA, COMO UM PÁLIO ABERTO
CINTILA. E, AO VIR DO SOL, SAUDOSO E EM PRANTO
INDA AS PROCURO PELO CÉU DESERTO.

DIREIS AGORA: TRESLOUCADO AMIGO!
QUE CONVERSAS COM ELAS? QUE SENTIDO
TEM O QUE DIZEM, QUANDO ESTÃO CONTIGO!

E EU VOS DIREI: AMAI PARA ENTENDÊ-LAS!
POIS SÓ QUEM AMA PODE TER OUVIDO
CAPAZ DE OUVIR E DE ENTENDER ESTRELAS! <(Olavo Bilac)

LUNIK 9 Gilberrto Gi

Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar
….
A lua foi alcançada afinal
Muito bem
Confesso que estou contente também
A mim me resta disso tudo uma tristeza só
Talvez não tenha mais luar
Pra clarear minha canção
O que será do verso sem luar
O que será do mar, da flor, do violão
Tenho pensado tanto, mas não sei
Poetas, seresteiros, namorados….

NO TEMPO DE ONTEM - ronaldclaver

No tempo dos dinossauros
verdes sóis brilham
num infinito verde.

Tudo era verde
a Terra
a Lua
O dorso dos rios
dos mares
das montanhas.

Antes do dilúvio
da Arca de Noé
da chuva de estrelas
Antes de tudo
do nada
dos Tiranossauros
dos Ictossauros
dos Brontosossauros e outros
sáurios compunham
uma paisagem extensa
enorme
que não cabia nos olhos

Atéque um meteorito
nada verde
nada sáurio
vindo do céu
de fundo azul
mudou os rumos
do mundo e da história

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 8:28

Ontem Jed Boy, Peninha, Dayse Belico e eu participamos da Reinauguração do Observatório do Museu de História Natural com o recital POESIAS E ESTRELAS. eSTES POEMAS QUE SE SEGUEM COMPARECERAM NA NOITE, HOUVE OUTROS COM ORA(DIREIS) OUVIR ESTRELAS DO BILAC - QUANDO A LUA PARNASIANA, NO TEMPO DOS DINOSSAUROS (MEUS), LUNIK-9 DO GIL, ETC. DEPOIS de nossa falação, houve a participação dos poetas que estavam na platéia: o estágiário o Bruno e a poetisa Deborah Munhoz.
Fomos, depois, beber cerveja e comer bacalhau no Porto do Bacalhau.
Quem não foi, não foi e perdeu o carnaval das estrelas.
Para enterdemos alguma coisa do universo sugiro a leitura de Viagem ao céu, do mestre Lobato. Ah, entre os poemas a Dayse cantou a lua:

>O UNIVERSO E OUTROS POEMAS ESTELARESO POETA PERDIDO >- RONALDCLAVER

O POETA ESTÁ PERDIDO NAS ESTRELAS

O POETA PERDIDO DAS ESTRELAs

QUER SAMBAR NA PASSARELA DA VIA LÁCTEA

CONVIDA A ALFA DE CENTAURO, PARA SER A SUA PORTA BANDEIRA, MAS A ESTRELA SÍRIO CIUMENTA ROSNA COMO UM CÃO MAIOR.

LEÃO DOS ARTÚRIOS É A ESCOLA DE SAMBA DO POETA.

ESTRELAS, SATÉLITES, PLANETAS, METEORITOS DESFILAM NA PASSARELA CÓSMICA COM ASAS DE ANJOS, CABELEIRA DE BERENICE, VÉU DE VÊNUS, ANÉIS DE SATURNO E EXIBEM UM

ESTANDARTE DE SÃO JORGE.

A ESTRELA D ALVA E AS TRÊS MARIAS SAMBAM NO PÉ.

O SOL É O ABRE-ALAS E O CRUZEIRO DO SUL FECHA O DESFILE

O SAMBA DO POETA CANTA AS NEBULOSAS DE ÓRION E A GRANDE, GALÁXIA DE ANDRÔMEDA.

O POETA PERDIDO ESTÁ NO MUNDO DA LUA E NA LENTE DO OBSERVATÓRIO DO MUSEU DE UMA HISTÓRIA NATURAL E CÓSMICA

O POETA SONHA PERDIDO NAS CAUDAS DO ESCOPIÃO E TEM PESADELOS EM CAPRICÓRNIO.

A OLHO NU <(FRAGMENTOS) RONALDCLAVER< ( do livro A Olho Nu)

NA NUDEZ DOS OLHOS,
A CARTA DOS MARES DESAFIA A MEMÓRIA.

NA NUDEZ DOS OLHOS
AS DOAÇÕES DE AMOR REVELAM ÂNCORAS

NA NUDEZ DOS OLHOS
O BRILHO DA LÂMINA VIAJA A HISTÓRIA.

NOTURNAMENTE DISFARÇAREI EM SEUS OLHOS, MEU PÂNICO.

NOTURNAMENTE ESQUECEREI EM SEUS OLHOS, MEU MEDO.

BRINQUE COM SEU OLHO ABSURDO. COLOQUE-O NA MIRA DO TELESCÓPIO ENGATILHADO, PRONTO, REBELDE E VERÁ:

QUE ÀS DEZ HORAS ESTAREI MENOS LÚCIDO DO QUE ÀS 10 E DEZ

(ENTÃO)
DIREI PALAVRAS CALADAS HÁ MILÊNIOS.

A OLHO NU OS ANÉIS DE SATURNO CICATRIZAM EM NOSSOS DEDOS UM SILÊNCIO DE ESPERA

EU TE QUERO SAUDADE DE CORPO CRIVADO DE NAUFRÁGIOS

TE QUERO VIAGEM SEM ROTEIROS OU ESTRADAS

EU TE QUERO CAMINHO DE GESTOS PLENOS DE DESASTRES

A OLHO NU OS ANÉIS DE SATURNO NÃO CABEM NOS DEDOS, O MAR VERMELHO DE MARTE NÃO AQUECE O CORAÇÃO, A LUAÉ UM SOL DE MIL OLHOS E DESEJOS.

>UNIVERSO - RONALDCLAVER< (do livro Hoje Tem Poesia)

NO FUNDO MAIS FUNDO DO UNIVERSO
UMA ESTRELA DE GRANDEZA quinta-feira BRILHA PARA AQUECER UM PLANETA
TODO AZUL

NO FUNDO SEM FUNDO DO UNIVERSO
A TERRA É UM GRÃO DE MILHO
GIRANDO AZUL EM TORNO DO AMARELO
DO SOL

NO FUNDO MAIS FUNDO DO MUNDO
TUDO É MISTÉRIO. TUDO É SOL
TUDO GIRA COMO UM GIRASSOL
TUDO É BELO COMO BELA É A LUA
QUE MISTURA OS MARES E OS LUARES

ALÉM DA TERRA, ALÉM DO CÉU DRUMMOND

ALÉM DA TERRA, ALÉM DO CÉU
NO TRAMPOLIM DO SEM-FIM DAS ESTRELAS,
NO RASTRO DOS ASTROS,
NA MAGNÓLIA DAS NEBULOSAS
ALÉM, MUITO ALÉM DO SISTEMA SOLAR,
ATÉ ONDE ALCANÇAM O PENSAMENTO E O CARAÇÃO,
VAMOS!
VAMOS CONJUGAR
O VERBO FUNDAMENTAL ESSENCIAL,
O VERBO TRANSCENDENTE, ACIMA DAS GRAMÁTICAS
E DO MEDO E DA MOEDA E DA POLÍTICA,
O VERBO SEMPREAMAR,
O VERBO PLURIAMAR,
RAZÃO DE SER E DE VIVER.

MANUEL BANDEIRACANÇÃO DE ALTA NOITE - CECÍLIA MEIRELES

ALTA NOITE, LUA QUIETA
MUROS FRIOS, PRAIA RASA

ANDAR, ANDAR, QUE UM POETA
NÃO NECESSITA DE CASA

ACABA-SE A ÚLTIMA PORTA
O RESTO É CHÃO DO ABANDONO

UM POETA, NA NOITE MORTA
NÃO NECESSITA DE SONO

ANDAR… PERDER O SEU PASSO
NA NOITE, TAMBÉM PERDIDA.

UM POETA, À MERCÊ DO ESPAÇO,
NEM NECESSITA DE VIDA.
ANDAR… ENQUANTO CONSENTE
DEUS QUE SEJA A NOITE ANDADA

PORQUE O POETA INDIFERENTE,
ANDA POR ANDAR SOMENTE
NÃO NECESSITA DE NADA.

>LUA ADVERSA > Cecília Meireles

TENHO FASES, COMO A LUA
FASES DE ANDAR ESCONDIDA
FASES DE VIR PARA A RUA
PERDIÇÃO DE MINHA VIDA
PERDIÇÃO DA VIDA MINHA
TENHO FASES DE SER TUA,
TENHO OUTRAS DE SER SOZINHA.

FASES QUE VÃO E QUE VÊM
NO SECRETO CALENDÁRIO
QUE UM ASTRÓLOGO ARBITRÁRIO
INVENTOU PARA MEU USO.

E RODA A MELANCOLIA
SEU INTERMINÁVEL FUSO

NÃO ME ENCONTRO COM NINGUÉM
(TENHO FASES, COMO A LUA)
NO DIA DE ALGUÉM SER MEU
NÃO É DIA DE EU SER SUA…
E, QUANDO CHEGA ESSE DIA,
O OUTRO DESAPARECEU…

ORION - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

A PRIMEIRA NAMORADA, TÃO ALTA
QUE O BEIJO NÃO A ALANÇAVA,
O PESCOÇO NÃO A ALCANÇAVA
NEM MESMO A VOZ A ALACANÇAVA
ERAM QUILÔMETROS DE SILÊNCIO

LUZIA NA JANELA DO SOBRADÃO

20 janeiro, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Ronald @ 15:09

Nina morreu, melhor, foi sacrificada dia 15 deste mês. a eutanásia dela quem decide somos nós. os humanos são fogo. bem, dedicto a ela meu próximo livrinho de poemas, o quintal ficou triste, ela faz falta.
bem, leio um belo livro de poemas: LEITURA EM BRAILE DE Micheline Lage. O livro é um encanto. É um livro de poemas. O livro é delicado como uma flor solitária. As ilustrações que também participam da festa do livro são de Delcio Batalha. Todo livro de poemas deveria ser igual ao de Micheline. Poucos poemas, páginas em branco, páginas ilustradas. Um livro gostoso, leve, sensual, delicado. Segue uma pequena amostra:

Uma brecha
é uma ausência

Uma falha
é uma falta

Uma fenda
é um convite

Falo…
de desejo.

Descubra-me
Decifra-me
Devora-me
De-va-gar

Meu corpo é primavera
prove o mel
beije a flor, Beija-flor.

Manga
pitanga

Figo
trigo

Uva
vulva

Mel.

Micheline é professora, mestre em literatura brasileira, é de Itabira, mg. no livro, não consta seu endereço eletrônico, pena.

Espero por vocês na sexta, dia 23 para o sarau Poesia e estrelas. passei a tarde toda selecionando poemas. vamos navegar as nuvens e as sensibilidade.

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